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Brasil

Tarifas: Planalto prevê reunião "exploratória" após retomar diálogo com EUA

Ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, se reunirão na próxima segunda para discutir o tarifaço

27/08/2026 16:59
Getty Images
Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos - Metrópoles

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera iniciar uma nova fase nas negociações sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos (EUA) na próxima segunda-feira (31/8), com a reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer.

Na avaliação de interlocutores do Palácio do Planalto, o encontro representa um recomeço das conversas, no qual os países vão explorar as possibilidades de diálogo sobre as relações comerciais. A expectativa, portanto, é que esta não seja uma reunião conclusiva.

Seria, no caso, uma conversa chamada de “exploratória”, para abrir novas perspectivas.

Será o primeiro encontro entre negociadores dos dois países após as tarifas entrarem em vigor. Em julho, o governo norte-americano impôs taxas de 25% e 12,5% com base em investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais e a importação de itens produzidos a partir do trabalho forçado.

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O governo Lula questiona as justificativas para a imposição do novo tarifaço e as considera “infundadas”. A posição deve ser reforçada no diálogo entre os negociadores.

Na última sexta-feira (21/8), Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversaram por mais de uma hora ao telefone na tentativa de apaziguar a relação, que ficou estremecida após o tarifaço e uma sequência de ruídos diplomáticos.

O titular do MDIC comentou as expectativas para a reunião nesta quinta-feira (27/8). Elias Rosa afirmou que deve ser um “diálogo difícil”, mas que a orientação de Lula é manter a negociação.

“Eu sou um otimista. Negociador pessimista perde. Eu sou otimista, mas é óbvio que vai ser um diálogo difícil porque já foi difícil no passado. Mas nós já sabemos qual o caminho a percorrer“, disse o ministro. Elias acrescentou que “jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional”.