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Brasil

Após ligação de Lula a Trump, Brasil marca reunião para a próxima 2ª

Segundo informações, a reunião deve ocorrer de forma virtual na próxima segunda-feira (31/8) e deve contar com a presença de Jamieson Greer

25/08/2026 13:47, atualizado 25/08/2026 14:19
Getty Images
Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos - Metrópoles

Uma nova reunião entre o Brasil e Estados Unidos deve ocorrer na próxima semana, provavelmente na segunda-feira (31/8), segundo informações.

Fontes afirmam que houve uma mudança na data da reunião para contemplar ajustes nas agendas das autoridades representantes dos países envolvidos.

Devem participar do encontro, que acontecerá virtualmente, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.

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Essa será a primeira reunião entre os países, com exceção da ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano, Donald Trump, após o anúncio das tarifas impostas contra o Brasil.

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O objetivo do encontro, segundo já antecipou o ministro Elias publicamente, é negociar para ampliar a lista de isenção das tarifas.

O governo já havia informado que tentava negociações com os Estados Unidos desde o anúncio das taxas, no entanto, não obteve retorno.

Um interlocutor a par das negociações afirmou ao Metrópoles que as discussões entre os países estavam acontecendo em níveis técnicos, com apresentação de diversas propostas e contrapropostas. Este interlocutor aponta que o Brasil está disposto a negociar com os americanos e o debate não deve depender do calendário eleitoral.

Telefonema entre Lula e Trump

Na última sexta-feira (21/8), os presidentes conversaram por telefone. Segundo o Planalto, o diálogo, que durou uma hora e 20 minutos, ocorreu em “tom cordial” e envolveu temas como o tarifaço a produtos brasileiros, combate ao crime organizado e conflitos globais.

Em relação às tarifas, Lula reforçou que as justificativas para a aplicação das taxas são “infundadas” e ressaltou a importância de manter os EUA como parceiro comercial do Brasil.

“Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, [Lula] afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países”, diz o comunicado.

Ainda segundo o Planalto, o chefe da Casa Branca chancelou a retomada das negociações. “O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível.”


Tarifaço

  • O novo tarifaço, de 37,5%, imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros entrou em vigor em julho;
  • A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio Americano (USTR), que encerrou investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974;
  • Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao Pix;
  • Apesar do endurecimento da medida, o governo Trump deixou fora da sobretaxa mais de 2,1 mil produtos. A intenção é mitigar danos à economia dos EUA e evitar rupturas em cadeias de suprimentos essenciais;
  • Entre os produtos, estão alguns dos principais itens da pauta de exportação brasileira, como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo e aeronaves civis.