Suspeito de espancar e sequestrar namorada é encontrado morto no Ceará
A jovem de 17 anos teve o rosto desfigurado após ser agredida e sequestrada pelo namorado
atualizado
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O homem suspeito de agredir a própria namorada, uma adolescente de 17 anos, foi encontrado morto na noite de terça-feira (28/4). A jovem teve o rosto gravemente ferido após ser espancada e mantida em cativeiro pelo companheiro na zona rural de Itatira (CE).
A Polícia Civil do Ceará informou que apura se há ligação entre as agressões sofridas pela adolescente e a morte do suspeito, de 24 anos. O caso segue sob investigação.
O homem estava foragido. A vítima permaneceu cerca de um dia e meio em cárcere em uma área de mata e foi localizada na segunda-feira (27/4).
O suspeito já tinha antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e também registros relacionados à participação em organização criminosa.
Entenda o caso
Na madrugada de domingo (26/4), moradores da região relataram ter ouvido a adolescente sendo agredida e gritando por ajuda. De acordo com a família, as agressões teriam começado após uma crise de ciúmes do namorado. A jovem foi atingida com golpes de faca, além de socos e pauladas em diferentes partes do corpo.
Quando vizinhos entraram na residência, encontraram marcas de sangue espalhadas, mas o casal já não estava no local. A polícia foi acionada e, junto com moradores, iniciou buscas pela adolescente em Itatira.
Na segunda-feira, a família recebeu a informação de que uma moto, identificada como sendo do suspeito, havia sido deixada na localidade de Poço Verde. A partir disso, foi possível localizar a área onde a jovem estava sendo mantida em cativeiro, em uma região de mata.
O agressor teria percebido a movimentação de policiais e populares nas buscas. A família acredita que, diante disso, ele decidiu soltá-la.
Histórico de violência
A vítima conheceu o suspeito no início de 2025 e já havia sofrido agressões em março do mesmo ano. Na ocasião, foi mantida dentro de casa por cerca de três dias, até que os sinais de violência diminuíssem.
Após esse primeiro episódio, a família decidiu se mudar para Sorocaba (SP). Cerca de seis meses depois, a jovem pediu para retornar ao Ceará, dizendo sentir falta da avó e das amigas. No entanto, ao voltar, acabou retomando o relacionamento e passou a viver com o agressor.
