STF: secretária do DF diz que havia plano para prender líderes do QG

Ana Paula Marra salientou que intuito de Torres e do general Dutra era para expedição de mandados de prisão contra lideranças no QG

atualizado

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Felipe Torres/Metrópoles
Acampamento bolsonarista no QG do Exército, em Brasília, com manifestantes sentados diante de imenso monumento em frente de prédio - Metrópoles
1 de 1 Acampamento bolsonarista no QG do Exército, em Brasília, com manifestantes sentados diante de imenso monumento em frente de prédio - Metrópoles - Foto: Felipe Torres/Metrópoles

A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Ana Paula Marra, afirmou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que existia um plano, chefiado pelo então secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, para pedir a expedição de mandados de prisão contra líderes que atuavam no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Ana Paula é uma das testemunhas indicadas pelo próprio ex-secretário e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e foi ouvida na manhã desta sexta-feira (30/5). As audiências são conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ao ser questionada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre como a pasta agiria na remoção de pessoas em situação de rua no local, Ana Paula explicou que havia um plano para a retirada desse público em 10 de janeiro. Segundo ela, o plano de prender os líderes do acampamento foi articulado entre Torres e o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto.

“O general Dutra e Torres estavam falando de mandado de prisão para líderes do acampamento. Fui acionada posteriormente a tudo isso, quando houve a prisão de muitas pessoas que ficaram na PF, e não havia condições de serem transferidas para o sistema carcerário”, explicou.

A pergunta de Gonet foi feita após a defesa de Torres questioná-la sobre a participação dela em uma reunião em 6 de janeiro, ao lado de  Torres e do general Dutra. Na ocasião, Ana Paula confirmou que esteve presente e afirmou se lembrar claramente dos assuntos tratados.

“Não entendi por que fui convidada para aquela reunião. Cheguei e estavam Anderson, a coronel Cíntia, o general Dutra… Torres falou que minha presença era importante porque várias pessoas em situação de rua tinham ido para o quartel, já que estavam doando alimentos ali”, relatou.

“Informei que tinha uma equipe para ajudar. O general Dutra disse que, nos fins de semana, juntava mais pessoas, porque aquilo tinha virado um ponto turístico. Queriam um protocolo integrado. Ficou definido que eu entraria com a equipe de abordagem social”, ressaltou Ana Paula.

“Bolsonaro temia que Brasil desandasse”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou, em depoimento ao STF, que o ex-presidente “temia que o Brasil desandasse” com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O chefe do Palácio dos Bandeirantes relatou que Bolsonaro demonstrava preocupação com os rumos do país sob o governo Lula, que assumiria em janeiro de 2023. Segundo ele, o único comentário do ex-presidente era sobre o risco de que “a coisa desandasse”.

“O governo passou por uma grave crise. Era uma preocupação de que a coisa sempre desandasse, com o futuro do país. A gente conversava basicamente sobre isso”, contou o governador.

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