Ao STF, Hermeto explica por que não indiciou Torres em CPI do 8/1

Relator da CPI que apurou os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro, distrital afirmou que o ex-secretário não teve responsabilidade dos atos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Entrevista deputado Hermeto. Brasília (DF), 16/05/2024. FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
1 de 1 Entrevista deputado Hermeto. Brasília (DF), 16/05/2024. FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa (CLDF), deputado distrital Hermeto (MDB) (foto em destaque), afirmou, em depoimento, que não indiciou Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF, porque não identificou responsabilidade dele nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Hermeto prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (30/5) como testemunha do ex-ministro. As audiências são conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

O distrital explicou que, no curso da CPI, identificou que Torres participou da reunião de elaboração do plano de segurança para o dia 8, mas que outros representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) ocupavam, de fato, o papel de chefia da pasta durante as férias dele.

“No dia 6, houve uma reunião da SSP com os secretários Fernando [Oliveira, réu no processo] e Cíntia [ex-subsecretária], que disseram que não havia preocupação porque os acampamentos estavam desmobilizados. Eles amenizaram. Os ônibus não tinham chegado. Eles negligenciaram; por isso, eu os indiciei”, explicou Hermeto.

O deputado acrescentou que a viagem de Anderson aos Estados Unidos foi previamente comunicada, inclusive ao general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto, que teria afirmado que o acampamento estava desmobilizado.

“Não indiciei o Anderson porque não vi nele a responsabilidade, já que o secretário-executivo [Fernando Oliveira] estava com as responsabilidades na época”, completou.

“Bolsonaro temia que Brasil desandasse”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou, em depoimento ao STF, que o ex-presidente “temia que o Brasil desandasse” com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O chefe do Palácio dos Bandeirantes relatou que Bolsonaro demonstrava preocupação com os rumos do país sob o governo Lula, que assumiria em janeiro de 2023. Segundo ele, o único comentário do ex-presidente era sobre o risco de que “a coisa desandasse”.

“O governo passou por uma grave crise. Era uma preocupação de que a coisa sempre desandasse, com o futuro do país. A gente conversava basicamente sobre isso”, contou o governador.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?