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Brasil

STF marca julgamento de deputados do PL acusados de desviar emendas

Parlamentares são acusados de integrar esquema que cobrava propina de prefeitos para liberar recursos federais

09/12/2025 09:37, atualizado 09/12/2025 09:54
Reprodução
Bosco Costa (PL-SE), Pastor Gil (PL-MA) e Josimar Maranhãozinho (PL-MA)

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para os dias 10 e 11 de março de 2026 o julgamento da ação penal que investiga três deputados do Partido Liberal (PL) réus por desvios de emendas parlamentares.

A data foi definida após pedido do relator do processo, ministro Cristiano Zanin. Foram denunciados em 2024 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) os deputados federais Josimar Maranhãozinho (MA) e Pastor Gil (MA), além do suplente Bosco Costa (SE).

Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares, com apoio de outros envolvidos, solicitaram ao prefeito Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), o pagamento de propina para liberar recursos federais.

Josimar é apontado pela Polícia Federal (PF), que conduziu a investigação, como o líder da organização criminosa, utilizando seu “know-how” na captação, na destinação e no desvio de emendas parlamentares para exigir a devolução de parte dos valores liberados.

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Pastor Gil e Bosco Costa integrariam o braço político do esquema: Gil teria participação ativa na cobrança da devolução das verbas, enquanto Costa negociaria diretamente com lobistas a captação e o desvio dos recursos.

Além dos três parlamentares, a PF cita outros personagens no esquema, como o agiota conhecido como Pacovan, que atuaria na parte operacional e financeira do grupo.

“Empresta dinheiro para a organização e cobra dos prefeitos a devolução de parte dos recursos federais oriundos de emendas parlamentares, utilizando, inclusive, subordinados armados para tal fim”, descreve o relatório da PF.