STF: Google diz que não pode informar dados sobre “minuta do golpe”

Informação foi demandada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nessa terça-feira (17/6)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
Imagem de fachada de prédio do Google - Metrópoles
1 de 1 Imagem de fachada de prédio do Google - Metrópoles - Foto: Getty Images

O Google informou, nesta quarta-feira (18/6), ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não pode responder à corte sobre quem inseriu a “minuta do golpe” na internet. A plataforma argumenta que a tarefa não pode ser cumprida por causa da “ausência de URL” na demanda encaminhada para a empresa.

Moraes havia determinado, nessa terça-feira (17/6), que o Google informasse, no prazo de 48 horas, os dados de quem inseriu a “minuta do golpe” na internet. O ordem do ministro foi emitida atendendo a uma solicitação da defesa do ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres.

A “minuta do golpe” é um documento que, conforme inquérito da Polícia Federal (PF), foi impresso no Palácio do Planalto e estava em poder de Anderson Torres. O papel seria o meio para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) determinasse um estado de excessão para permanecer no poder, mesmo tendo perdido as eleições de 2022 para o adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Sempre muito respeitosamente, não se trata de formalismo: a URL é o meio de localização do material na internet e de individualização do  conteúdo objeto do pedido (art. 19, § 1º, do Marco Civil da Internet). Na ausência desse localizador, não é possível à peticionária a localização de qualquer conteúdo na internet para o regular processamento do pedido”, afirmou a defesa do Google ao ministro do STF.

A solicitação de Moraes e a resposta do Google foram feitas no âmbito da ação penal 2.668, que corre na Corte Suprema. O processo apura a resposabilidade da suposta tentativa de golpe para a manutenção de Bolsonaro no poder, em 2022. O ex-presidente, inclusive, é um dos réus que figuram no núcleo 1 da ação penal, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?