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Brasil

SP: “Sozinha eu não teria feito nada”, diz vítima de racismo em metrô

Wélica Ribeiro conta que só reagiu por causa de outras pessoas que estavam no vagão, presenciaram a cena e se mobilizaram

04/05/2022 09:34
Reprodução/ TV Globo
Welica Ribeiro, vítima de racismo

São Paulo – Vítima de racismo em vagão no metrô de São Paulo, Wélica Ribeiro, de 35 anos, afirmou que só teve coragem de reagir porque outros passageiros presenciaram a cena e se mobilizaram. Por volta das 17h50 da última segunda-feira (2/5), a carioca ouviu uma mulher branca pedir para ela tirar o cabelo porque “poderia passar doença”.

“Se fosse por mim, eu não teria gritado por justiça porque eu fiquei inerte à situação. Meu irmão e as outras pessoas que estavam lá que compraram a briga. Se fosse por mim eu teria voltado para casa, sofrido a angústia, estaria chorando e ia ficar por aquilo mesmo”, contou ao Metrópoles.

A atitude racista por parte da outra passageira chamou a atenção do irmão de Wélica e de outras pessoas que estavam na linha 1-azul do Metrô Paulista.

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O caso ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô e gerou protestos na estação Ana Rosa do Metrô São Paulo
Os passageiros impediram que a mulher branca saísse da estação de Metrô,  enquanto a Polícia Militar não chegou
A mulher branca saiu escoltada pela Polícia Militar enquanto passageiros gritavam “racista”
O caso ocorreu no início da noite dessa segunda-feira (2/5)
Polícia investiga caso de racismo que ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô São Paulo
Uma mulher branca identificada como Agnes Vajda teria pedido para Welica Ribeiro "tirar o cabelo" de perto dela  porque "poderia passar doença"
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Uma mulher branca identificada como Agnes Vajda teria pedido para Welica Ribeiro "tirar o cabelo" de perto dela porque "poderia passar doença"

Reprodução
O caso ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô e gerou protestos na estação Ana Rosa do Metrô São Paulo
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O caso ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô e gerou protestos na estação Ana Rosa do Metrô São Paulo

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Os passageiros impediram que a mulher branca saísse da estação de Metrô,  enquanto a Polícia Militar não chegou
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Os passageiros impediram que a mulher branca saísse da estação de Metrô, enquanto a Polícia Militar não chegou

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A mulher branca saiu escoltada pela Polícia Militar enquanto passageiros gritavam “racista”
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A mulher branca saiu escoltada pela Polícia Militar enquanto passageiros gritavam “racista”

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O caso ocorreu no início da noite dessa segunda-feira (2/5)
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O caso ocorreu no início da noite dessa segunda-feira (2/5)

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Polícia investiga caso de racismo que ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô São Paulo
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Polícia investiga caso de racismo que ocorreu em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô São Paulo

Reprodução/ TV Globo
Wélica Ribeiro denuncia ter sofrido racismo no Metrô de São Paulo
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Wélica Ribeiro denuncia ter sofrido racismo no Metrô de São Paulo

Reprodução

Veja o vídeo:

Wélica disse que esta é a sua primeira visita à cidade de São Paulo. Ela mora em Macaé e foi passar alguns dias na casa do irmão. A carioca, que chegou à capital paulista com os pais na manhã de segunda, disse que não chegou a aproveitar os atrativos da cidade por conta do que aconteceu.

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Ataques na internet

Embora tenha ficado feliz com toda repercussão que o caso teve, além de ter sido ajudada por dezenas de pessoas, Wélica diz que se sente triste. Ela afirma que viu comentários negativos em algumas redes sociais.

“Eu parei por cinco minutos e acabei de ler que é vitimismo. Vi pessoas questionando se eu não havia mentido. Isso é muito doloroso, você está triste, está arrasado porque, querendo ou não, é uma exposição”, explicou.

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“Eu estou sem energia, porque ver pessoas duvidarem de você e de uma dor que você sentiu por conta de algo que realmente aconteceu é muito difícil”, explicou, emocionada.

Wélica tem esperança de que a autora dos ataques seja punida e que episódios como este sejam cada vez mais raros na sociedade brasileira.

“Eu quero acreditar que daqui a alguns anos não vai mais se ouvir falar de racismo. Os brancos nunca vão entender a nossa dor. Porque o nosso histórico foi de sofrimento, a gente foi martirizado. Éramos tratados como animais. Graças a deus hoje temos a liberdade e não podemos achar que é normal que isso aconteça”, desabafou.