Vítima de racismo no metrô de SP: “Quer que eu raspe o cabelo?”

Wélica Ribeiro foi vítima de racismo por volta das 17h50 dessa segunda-feira (2/5) em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo

atualizado 03/05/2022 19:30

Welica Ribeiro, vítima de racismoReprodução/ TV Globo

São Paulo – Wélica Ribeiro, 35 anos, disse ao registrar boletim de ocorrência que a fala de Agnes Vajda, 44 anos, sobre o seu cabelo em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô São Paulo foi de “cunho racial“. O caso ocorreu por volta das 17h50 dessa segunda-feira (2/5) e gerou protestos na estação Ana Rosa.

Segundo Wélica declarou no 27º Distrito Policial de São Paulo, a mulher branca teria dito: “Toma cuidado com o seu cabelo porque está próximo do meu rosto e pode me causar doença”.

A mulher negra então respondeu: “Quer que eu raspe meu cabelo para você ficar à vontade?”. Outros passageiros ouviram a situação e impediram que Agnes deixasse a estação de Metrô até a chegada da Polícia Militar.

Veja imagens de passageiros que registraram o caso

A mulher branca saiu da estação escoltada por policiais sob protestos das pessoas em volta que gritavam “racista” e “racistas não passarão”.

Na delegacia, Agnes se declarou húngara a alegou ter dito outra frase: “Se cuida, porque se tiver alguém que tem doença com o cabelo, talvez você possa pegar”.

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O irmão de Wélica, que é do Rio de Janeiro, gravou testemunhas confirmando que ouviram a mulher branca cometer o racismo.

Injúria

A Polícia registrou o caso como injúria, artigo 140 do Código Penal. Esse crime é a ofensa a partir de características de raça, cor, etnia, origem, idade ou deficiência.

A reportagem do Metrópoles questionou o Metrô São Paulo a respeito das medidas tomadas, mas até o momento a instituição não se manifestou.

Consulado-Geral da Hungria

Agnes Vajda, que é acusada de cometer racismo no Metrô, se identifica no Linkedin como assistente consular do Consulado-Geral da Hungria em São Paulo.

“Entendemos que o caso é objeto de inquérito policial, até a conclusão disso nós não iremos nos manifestar”, afirmou ao Metrópoles o Consulado da Hungria.

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