SP se oferece para receber bebês prematuros sem oxigênio do Amazonas

Grávidas também precisam de oxigênio e aguardam transferência. Ao menos 60 bebês precisam ser transferidos

atualizado 15/01/2021 14:24

O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – Em meio ao colapso no sistema de saúde no Amazonas, o governo de São Paulo se colocou à disposição para receber bebês prematuros que correm o risco de ficar sem oxigênio no estado. O governo também vai doar 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo (USP) para o estado. “É uma pequena ajuda, mas [mostra o] sentimento de solidariedade de São Paulo aos irmãos do Amazonas”, afirmou o governador João Doria.

Segundo a CNN, o Amazonas avisou a outros estados que precisa transferir pelo menos 60 bebês prematuros. Após conversar com o governo amazonense, o secretário de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, disse que outros estados também se oferecem para receber os bebês, e que mulheres grávidas também precisam de oxigênio e aguardam transferência.

Doria aproveitou a ocasião para voltar a polarizar com o presidente Jair Bolsonaro, após declaração do chefe do Executivo federal nesta sexta-feira (15/1) de que o governo fez a sua parte. Para o governador, se o presidente quisesse, teria contribuído para oferecer ao Amazonas condições mínimas para evitar as “cenas dramáticas” de quinta.

“A culpa é sim do governo federal, pela incompetência e pelo fracasso de ter optado pelo negacionismo em relação à pandemia.”

Ainda na opinião dele, “a falta de compromisso com a vida é mais um resultado do negacionismo do governo Bolsonaro”. “Tenho a sensação de que o governo gosta do cheiro da morte, e não de celebrar a vida”, completou.

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