Sou autista e não entendi, diz deputado sobre sair da cadeira de Motta

Marcos Pollon declarou que não tentou impedir que o presidente da Câmara assumisse seu lugar durante motim na Câmara

atualizado

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Mário Agra/Câmara dos Deputados
Foto colorida do deputado federal Marcos Pollon (PL - MS) - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do deputado federal Marcos Pollon (PL - MS) - Metrópoles - Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou em vídeo, publicado em suas redes sociais nessa sexta-feira (8/8), que é autista e não entendeu que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), queria recuperar a sua cadeira durante sessão na última quarta-feira (6/8). Pollon é um dos deputados alvos de denúncia encaminhada à Corregedoria da Câmara contra os participantes que obstruíram o plenário por 30 horas.

Em vídeo, Marcos Pollon alega que uma “injustiça” está prestes a acontecer e defende o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), também alvo na denúncia. Os parlamentares resistiram em deixar a Mesa Diretora para iniciar a sessão.

“Estão dizendo que ele [Marcel] sentou na cadeira do Hugo Motta e que ele me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Olhem as imagens. Eu sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo ali naquele momento”, afirmou Pollon.

Pollon também explica que Van Hattem estava o acompanhando para orientá-lo e estava lá como uma pessoa que estava dando suporte para um autista, uma vez que ele estava com dúvidas. “Ele sentou ao meu lado pois é uma pessoa que eu confio. E falei: ‘Me orienta pois pelo que nós combinanos haveria um rito para a desocupação do espaço e esse combinado não foi cumprido. Nós desceríamos antes que o presidente subisse”.

Motim na Câmara

A ala bolsonarista da Câmara obstruía os trabalhos em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na segunda-feira (4/8).

Eles queriam que entrasse em votação três medidas de forma imediata: o projeto para anistiar envolvidos no 8 de Janeiro, a proposta de Emenda à Constituição do fim do foro privilegiado e também o impeachment de Moraes.

Dois dias depois, na quarta-feira (6/8), Motta decidiu convocar sessão e ameaçou punir com suspensão de seis meses qualquer deputado que insistisse na paralisação.

Na sexta-feira (8/8), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu encaminhar as representações contra 14 deputados para a Corregedoria. Veja lista dos nomes:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Luciano Zucco (PL-SC);
  • Allan Garcês (PP-MA);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP).

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