Gleisi: Congresso teve “motim” e não pode ficar refém dos Bolsonaros
Ministra Gleisi afirmou que país não pode ficar “refém da família Bolsonaro” e elogiou postura de Motta e Alcolumbre durante obstrução
atualizado
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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou, nesta sexta-feira (8/8), que o Congresso Nacional teve um “motim” nesta semana, com a obstrução promovida pela oposição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Os parlamentares tentaram travar as atividades das Casas em resposta à decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O país não pode ficar refém da família Bolsonaro, não pode ficar refém dos ataques e que eles estão fazendo, muito menos da conspiração com o governo norte-americano”, disse a ministra durante discurso no Fórum JOTA: Agenda Econômica.
Hoffmann elogiou a postura dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na recondução dos trabalhos no Congresso Nacional.
A retomada dos trabalhos legislativos ocorreu após a formalização de um acordo com parlamentares da oposição, que ocupavam o plenário da Câmara e do Senado desde terça-feira (5/8).
A ministra também avaliou que a família Bolsonaro trabalha para desestabilizar o Brasil. “Uma vergonha o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo, um traidor da pátria. Para mim, esse menino já devia ter sido cassado da Câmara dos Deputados”, defendeu. “Eles estão querendo trazer instabilidade. Vamos vencer essa tentativa de golpe novamente”, acrescentou ela.
Trump pode influenciar eleições?
Questionada se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode influenciar as eleições de 2026, a ministra de Relações Institucionais enfatizou que o republicano já “avisou e ameaçou” que pretende interferir no pleito brasileiro.
“Eles estão claramente querendo interferi na política brasileira, isso nós não podemos permitir. Chega, já aconteceu isso em uma vez no golpe de 1964 e não pode acontecer de novo”, ressaltou Hoffmann.
Segundo ela, a imposição de tarifas unilaterais de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos é “política”. A ministra defendeu que o governo brasileiro fale com firmeza e não admita uma intervenção dos norte-americanos.
