Brasil não pode ficar refém de Bolsonaro, diz Gleisi sobre obstrução

Ministra das Relações Institucionais disse que ação da oposição atrapalha votações de pautas como a isenção do IR

atualizado

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT. Metrópoles
1 de 1 A deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT. Metrópoles - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o Brasil não pode “carregar nas costas o peso” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nem “ficar refém” dele.

Gleisi criticou o protesto dos parlamentares da oposição iniciado nessa terça-feira (5/8). Eles reivindicam a obstrução total das pautas legislativas, após a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A declaração foi publicada na rede social X nesta quarta-feira (6/8).

“O povo brasileiro não pode carregar nas costas o peso de Jair Bolsonaro. […]  Este país tem Constituição, leis, Poderes independentes e um povo altivo. Não pode ficar refém de Bolsonaro”, escreveu Gleisi.

Na avaliação da ministra, a atitude dos apoiadores do ex-presidente impede votações “importantes para os trabalhadores e as famílias do Brasil”, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a isenção da conta de luz pra quem consome até 80 kWh.

De acordo com Gleisi, o ex-presidente “conspirou” com os Estados Unidos, fazendo com que Donald Trump impusesse “pesadas taxas às exportações brasileiras, comprometendo nossos empregos, empresas e a economia do Brasil em troca de pressão para sua anistia”.

Oposição ocupa plenários

Como o Metrópoles mostrou, os parlamentares aliados do ex-presidente passaram a madrugada desta quarta amotinados nos plenários da Câmara e no Senado em protesto que tem como objetivo travar os trabalhos legislativos.

Grupos de congressistas fazem revezamento de cinco em cinco horas para não deixar a mesa desocupada. Trata-se de uma estratégia para pressionar a cúpula do Congresso Nacional. Bolsonaristas exigem que seja votado um “pacote da paz“, com anistia geral e irrestrita, impeachment de Moraes e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado.

Os presidentes das duas Casas e parlamentares da base governista estão pressionando para o fim dos atos de protesto da oposição, mas até agora não houve acordo.

Na Câmara, a oposição obstruiu totalmente o andamento das comissões temáticas da Casa nesta manhã de quarta. Seja por falta de quórum mínimo para a abertura da sessão ou por obstrução da pauta.

No Senado, no entanto, a situação é diferente. O presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) chamou líderes da base do governo para uma reunião depois de ser alvo de críticas contundentes dos aliados de Bolsonaro. O senador amapaense foi mais incisivo sobre a movimentação no Senado, chamando o ato de “arbitrário” e “alheio aos princípios democráticos”.

Apesar de também ter um grupo de senadores ocupando a tribuna, a oposição do Senado não conseguiu obstruir a pauta das comissões, que estão focadas na análise das indicações a agências reguladoras. Isso se dá porque a base do governo é maioria e conseguiu se mobilizar para ter quórum suficiente para não deixar a oposição atrapalhar o andamento das sessões.

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