Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Sobrinho de morto em ação da PRF: "Ele perguntava o que tinha feito"

Wallyson de Jesus contou que o tio questionava aos agentes da corporação se tinha feito algo de errado enquanto eles chutavam seus pés

27/05/2022 11:56
Reprodução
Policiais asfixiam homem dentro de viatura, Genivaldo Santos

Enquanto os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) chutavam os pés de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, ele questionava o motivo da abordagem violenta, que terminou em morte. “Ele perguntava o que tinha feito de errado para estar merecendo aquilo”, contou o sobrinho do homem, Wallyson de Jesus.

“Começaram a chutar os pés dele e ele perguntando o que tinha feito, o que tinha de errado para estar merecendo aquilo”, lembrou o sobrinho em entrevista à TV Record. Genivaldo foi morto em uma espécie de “câmara de gás” improvisada na viatura da PRF. Imagens da ação foram divulgadas e causaram revolta.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Pegaram a granada, jogaram por baixo do porta-malas e explodiu a granada lá dentro. Os populares ao redor, ninguém aguentou com aquilo ali e saiu todo mundo de perto. Quando ele desmaiou, jogaram os pés dele para dentro e fecharam a porta da mala com ele lá dentro”, revelou Wallyson.

O sobrinho da vítima testemunhou toda a ação, na tarde da quarta-feira (25/5), em Sergipe. Ele conta que, desde o início, o tio colocou as mãos na cabeça e revelou aos policiais que tinha problemas mentais.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Sobrinho de morto em ação da PRF: “Ele perguntava o que tinha feito” - destaque galeria
5 imagens
Agentes da PRF colocam Genivaldo de Jesus Santos em viatura
Dentro do carro, foi feita uma espécie de "câmara de gás", que causou a morte de Genilvado por asfixia, segundo laudo do IML
Fabiana dos Santos, esposa de Genivaldo
O enterro de Genivaldo foi marcado por choro, gritos e aplausos. A PF e o MPF abriram investigações para apurar o caso
Genivaldo tinha 38 anos e sofria de esquizofrenia
1 de 5

Genivaldo tinha 38 anos e sofria de esquizofrenia

Arquivo Pessoal
Agentes da PRF colocam Genivaldo de Jesus Santos em viatura
2 de 5

Agentes da PRF colocam Genivaldo de Jesus Santos em viatura

Reprodução
Dentro do carro, foi feita uma espécie de "câmara de gás", que causou a morte de Genilvado por asfixia, segundo laudo do IML
3 de 5

Dentro do carro, foi feita uma espécie de "câmara de gás", que causou a morte de Genilvado por asfixia, segundo laudo do IML

Reprodução
Fabiana dos Santos, esposa de Genivaldo
4 de 5

Fabiana dos Santos, esposa de Genivaldo

O enterro de Genivaldo foi marcado por choro, gritos e aplausos. A PF e o MPF abriram investigações para apurar o caso
5 de 5

O enterro de Genivaldo foi marcado por choro, gritos e aplausos. A PF e o MPF abriram investigações para apurar o caso

Material cedido ao Metrópoles

Asfixia

A abordagem da PRF foi motivada pela falta de capacete. Genivaldo conduzia uma moto quando os integrantes da força de segurança deram ordem para que ele parasse. Como o homem não obedeceu alguns comandos policiais, os agentes usaram violência contra ele.

Segundo a família da vítima, Genivaldo tinha problemas mentais e usava medicamentos há 20 anos.

Os agentes foram afastados de suas funções após a abertura de investigações pela própria PRF e pela Polícia Federal. A PRF não admite que a morte de Genivaldo tenha decorrido da violenta abordagem, mas laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) revela que o homem morreu por asfixia.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.