Agentes da PRF usaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo, relata BO

BO feito pelos policiais rodoviários federais no caso que vitimou Genivaldo Santos fala no uso de “tecnologias de menor potencial ofensivo"

atualizado 26/05/2022 23:24

Reprodução

O boletim de ocorrência registrado pelos policiais rodoviários federais que abordaram Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, que tinha esquizofrenia, relata que os agentes usaram “espargidor (spray) de pimenta e gás lacrimogêneo”, em função da “agitação do abordado”. Segundo os agentes, são “tecnologias de menor potencial ofensivo”. As informações são do site The Intercept Brasil.

Genivaldo foi trancado na traseira de uma viatura da PRF, numa “câmara de gás” improvisada, e acabou falecendo por asfixia, segundo laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML). O caso, que revoltou o país, ocorreu nessa quarta-feira (25/5), no município de Umbaúba, litoral sul de Sergipe.

Em nota, logo após o episódio, a PRF ressaltou que os agentes empregaram “técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção”.

Os agentes que assinam a ocorrência são Clenilson José dos Santos, Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Adeilton dos Santos Nunes, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas. Eles fazem parte do Comando de Operações Especiais da PRF em Sergipe, ainda segundo o documento.

Todos os envolvidos na ocorrência foram afastados de suas funções após a abertura de investigações pela própria PRF e pela Polícia Federal.

Já o ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou, nas redes sociais, que determinou a abertura de investigação sobre o caso.

Veja:

Veja imagens da abordagem:

Versão da PRF

Em nota divulgada ainda nessa quarta, a PRF anunciou a instauração de procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

“Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. No entanto, durante o deslocamento, passou mal, foi socorrido e levado para o Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido, e o óbito, constatado”, detalhou a corporação, sobre Genivaldo de Jesus Santos.

A Polícia Rodoviária Federal alegou também que a vítima resistiu “ativamente” à abordagem e que teriam sido “empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção”.

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