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Brasil

Site revela nomes de PRFs envolvidos com morte em "câmara de gás"

Quatro agentes do Comando de Operações Especiais da PRF em Sergipe assinam ocorrência sobre abordagem a Genivaldo de Jesus, que morreu

26/05/2022 19:28, atualizado 26/05/2022 19:46
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Reprodução
Agentes da PRF colocam Genivaldo em viatura na cidade Umbaúba, Sergipe. Ele morreu sufocado por um gás no camburão do carro policial - Metrópoles

Os quatro policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, em uma espécie de câmara de gás improvisada dentro de uma viatura, foram identificados em reportagem do site The Intercept Brasil.

Os quatro assinam o boletim de ocorrência relacionado à abordagem do homem, que tinha esquizofrenia, segundo familiares, e não resistiu à abordagem.

Os servidores que assinam a ocorrência são Clenilson José dos Santos, Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Adeilton dos Santos Nunes, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas. Eles fazem parte do Comando de Operações Especiais da PRF em Sergipe, ainda segundo o documento.

Todos os envolvidos na ocorrência foram afastados de suas funções após a abertura de investigações pela própria PRF e pela Polícia Federal. Veja postagem do ministro da Justiça, Anderson Torres, sobre a investigação:

A PRF não admite que a morte de Genivaldo tenha decorrido da violenta abordagem, mas laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) revela que o homem morreu por asfixia.

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Veja imagens da abordagem:

Versão da PRF

Em nota divulgada ainda nessa quarta, a PRF anunciou a instauração de procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

“Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. No entanto, durante o deslocamento, passou mal, foi socorrido e levado para o Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido, e o óbito, constatado”, detalhou a corporação, sobre Genivaldo de Jesus Santos.

A Polícia Rodoviária Federal alegou também que a vítima resistiu “ativamente” à abordagem e que teriam sido “empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção”.

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