Sidônio fortalece “república baiana” e PT do Nordeste no governo Lula

Novo chefe da Secom de Lula, Sidônio é ligado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner

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A chegada de Sidônio Palmeira à chefia da Secretaria de Comunicação Social (Secom) fortalece a “república baiana” e o poder da ala nordestina do PT dentro do governo Lula. O marqueteiro tomou posse nesta terça-feira (14/1) no Planalto, e ao seu lado, além do presidente, estavam três políticos importantes da Bahia: o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Casa Civil e ex-governador, Rui Costa, além do líder do governo no Senado e também ex-governador, Jaques Wagner.

Entenda a troca de comando na Secom:

  • Lula trocou o comando da Secom: saiu o gaúcho Paulo Pimenta e entrou o baiano Sidônio Palmeira.
  • Sidônio Palmeira participou como marqueteiro da campanha de Lula à Presidência da República em 2022.
  • No governo Lula e no PT, há uma rivalidade interna entre os petistas do eixo Sul-Sudeste, que amargaram derrotas eleitorais e possuem mais resistência à alianças com partidos do centrão, e a ala do Nordeste, que ganhou espaço após vitórias eleitorais.
  • Entrada do marqueteiro no governo fortalece ala do Nordeste e “república baiana”.

Sidônio foi marqueteiro da deputada Lídice da Mata (PSB) em 1992, quando ela se tornou a primeira prefeita de Salvador. Em 2006, elegeu Jaques Wagner como governador. Em 2014, levou Rui Costa à vitória em primeiro turno para o Governo, apesar de o atual ministro da Casa Civil ser relativamente desconhecido no estado naquela ocasião. Ou seja, os 18 anos de governo do PT na Bahia possuem a digital do publicitário.

Em 2022, ele fez a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ministro da Secom com Lula
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Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula
Sidônio Palmeira e o presidente Lula
Lula, Paulo Pimenta e Sidônio Palmeira
Jerônimo Rodrigues, Sidônio Palmeira, Rui Costa e Jaques Wagner
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Jerônimo Rodrigues, Sidônio Palmeira, Rui Costa e Jaques Wagner

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Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula
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Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula

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Sidônio Palmeira e o presidente Lula
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Sidônio Palmeira e o presidente Lula

Ricardo Stuckert/PR
Lula, Paulo Pimenta e Sidônio Palmeira
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Lula, Paulo Pimenta e Sidônio Palmeira

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No governo Lula e no PT, há uma rivalidade interna entre os petistas do eixo Sul-Sudeste, que amargaram derrotas eleitorais e possuem mais resistência à alianças com partidos do centrão, e a ala do Nordeste, que ganhou espaço após vitórias eleitorais. No Planalto, a troca de Paulo Pimenta por Sidônio fortalece esse segundo grupo.

A partir desta terça-feira, entre os ministros palacianos, só um não será nordestino: Alexandre Padilha, que comanda a Secretaria de Relações Institucionais e é deputado eleito por São Paulo. Os baianos Rui Costa e Sidônio fecham a trinca nordestina no Planalto com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Márcio Macedo, ex-deputado por Sergipe que foi tesoureiro da campanha de Lula em 2022.

Esse fortalecimento da “república baiana” e da ala nordestina do PT também deve refletir na eleição para a presidência do partido do presidente Lula, que deve acontecer até julho deste ano. O prefeito de Araraquara, Edinho Silva, era visto como favorito, mas uma ala da legenda defende o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), para o comando da sigla.

Guimarães vem de um estado governado pelo PT desde 2015 e onde a sigla derrotou o bolsonarismo na eleição municipal de 2024, com uma vitória de Evandro Leitão sobre André Fernandes (PL) m Fortaleza. Essa foi a única capital que a legenda levou no pleito do ano passado.

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