Serviços variam 0,1% em fevereiro puxados por comunicação e transporte
Resultado do mês iguala pico da série histórica alcançado em novembro de 2025. Serviços prestados às famílias também teve alta
atualizado
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O volume do setor de serviços no Brasil variou 0,1% em fevereiro deste ano na comparação com janeiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (14/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro, houve um alta de 0,3% frente a dezembro de 2025.
O resultado de fevereiro deste ano se iguala ao recorde da série histórica, alcançado em novembro de 2025. Conforme o IBGE, o setor de serviços está 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia).
O resultado positivo em fevereiro foi puxado por atividades de Informação e Comunicação (1,1%), com destaque para Serviços de TI e Transportes (0,6%). Em transportes, o motor foi o transporte rodoviário de cargas, com elevação de 0,9% no mês. Com relação a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%.
Em 2025, o setor de serviços encerrou com um avanço de 2,8%, conforme o IBGE.
O setor de serviços no Brasil
- A Pesquisa Mensal de Serviços monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores. São excluídas as áreas de saúde e educação.
- A próxima divulgação da PMS referente a março de 2026 será em 15 de maio.
- Em 2025, o volume de serviços fechou com alta de 2,8%, quinto ano seguido de crescimento.
O setor de serviços é dividido em cinco grupos. Além dos avanços em serviços de informação e comunicação e transportes, os serviços prestados às famílias também cresceram, neste caso na ordem de 1,4%.
Houve retrações no grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e no de outros serviços (-0,4%).
O levantamento do Produto Interno Bruto (PIB) do IBGE para o setor de serviços encerrou 2025 com avanço de 1,8%. Para 2026, a expectativa do Banco Central (BC) é um crescimento de 1,7%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM).
Variação de outros setores
- Serviços prestados às famílias: 1,4%;
- Alojamento e alimentação: 1,5%;
- Outros serviços às famílias: 0,9%;
- Serviços de informação e comunicação: 1,1%;
- Tecnologia da informação e comunicação (TIC): 0,9%;
- Telecomunicações: 0,8%;
- Serviços de TI: 1,0%;
- Audiovisuais: 3,3%;
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,3%;
- Serviços técnico-profissionais: 2,2%;
- Serviços administrativos e complementares: -1,2%;
- Transportes, auxiliares e correio: 0,6%;
- Transporte aquaviário: -0,5%;
- Transporte aéreo: -7,5%;
- Armazenagem e correio: 0,7%;
- Outros serviços: -0,4%.
Comportamento regional
Em fevereiro, o volume de Serviços cresceu em 13 das 27 unidades da federação, na comparação com janeiro passado.
As unidades da federação com maior impacto para o resultado positivo em janeiro foram: Rio de Janeiro (1,0%), Bahia (1,7%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Mato Grosso do Sul (4,2%).
Por outro lado, as que mais puxaram o indicador para baixo foram São Paulo (-0,4%), Mato Grosso (-1,3%), Pará (-1,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Alagoas (-2,3%).
