Senacon dá dois dias para Telegram explicar mensagem contra PL das Fake News
Após decisão do ministro Alexandre de Moraes que ameaçava suspender aplicativo, Telegram apagou texto contrário à proposta

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) abriu um procedimento de averiguação preliminar contra o Telegram nesta quarta-feira (10/5). A bigtech entrou na mira do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) após disparar mensagem contrária ao PL das Fake News na última terça (9/5).
O Telegram terá dois dias, a partir do recebimento da notificação, para responder os questionamentos da Senacon. A empresa apagou a mensagem após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ameaçou suspender o Telegram em todo o território nacional, por 72h, caso o aplicativo não retirasse da plataforma a mensagem considerada desinformação.
“O processo é o primeiro passo para investigar a conduta do Telegram nesse caso e pode resultar em sanções, como multas e outras penalidades. A Senacon já havia iniciado investigações semelhantes contra outras empresas de tecnologia, como Google, Twitter e Facebook, por supostamente permitirem a disseminação de informações falsas e desinformação em suas plataformas”, destaca nota do ministério.

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Ver todasDe acordo com o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, a notificação foi feita para equilibrar o debate sobre o tema. “Todas as vozes, a favor ou contra, devem ser ouvidas em igualdade de condições”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Senacon enumera, no despacho, “possíveis infrações, como violação dos termos de uso da empresa e a utilização de dados pessoais dos consumidores para fins não previstos contratualmente e não amparados pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.
Depois da exclusão da mensagem, o aplicativo também enviou o seguinte texto, elaborado pelo STF, para todos os usuários:
“Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a empresa Telegram comunica: a mensagem anterior do Telegram caracterizou flagrante e ilícia desinformação atentatória ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário, ao Estado de Direito e à Democracia Brasileira, pois, fraudulentamente, distorceu a discussão e os debates sobre a regulação dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada (PL 2630), na tentativa de induzir e instigar os usuários a coagir os parlamentares.”



