Sem consenso, Motta adia votação do fim do foro privilegiado

Presidente da Câmara reuniu líderes partidários nesta terça-feira (12/8) para discutir proposta, mas encontro terminou sem acordo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta
1 de 1 O presidente da Câmara, Hugo Motta - Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não pautar nesta semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado para políticos e demais autoridades no caso de crimes comuns. A pauta da semana, publicada nesta tarde, não trouxe a PEC como um dos itens.

Mais cedo, Motta se reuniu com líderes partidários da Câmara para discutir a proposta, mas não houve consenso para o avanço do texto. Na saída do encontro, o líder do PP, Dr. Luizinho (RJ), disse que a proposta poderia voltar para a pauta na próxima semana.

Logo que chegou à reunião, o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), havia afirmado que existia “acordo” para a votação da proposta. A declaração, no entanto, foi feita antes do encontro com os líderes.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que não foram só partidos da esquerda que foram contrários à inclusão desse item na pauta da semana.

Tema foi usado em motim da semana passada

A discussão em torno do fim do foro privilegiado voltou a ser destaque na Câmara depois do motim feito pela oposição na semana passada na Casa, quando deputados bolsonaristas ocuparam o plenário por mais de 30 horas.

A PEC do Fim do Foro era uma das demandas do grupo, que dizia que só desocuparia o plenário se esse tema, o projeto de lei (PL) da anistia e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fossem pautados. Por fim, o Centrão fez um acordo com deputados bolsonaristas em torno do fim do foro, porém a negociação não passou por Motta.

O que diz o texto

A PEC extingue a regra de deputados e senadores serem julgados, obrigatoriamente, no Supremo por crimes cometidos durante o mandato, mas mantém a competência em casos envolvendo presidente e vice-presidente. A proposta remeteria o início das análises para a primeira instância, aumentando o tempo de tramitação.

O texto tramita no Congresso desde 2013 e poderá ser desengavetado na Câmara, onde atraiu o apoio de partidos do chamado Centrão, que costurou um consenso para destravar a pauta do Legislativo, obstruída por bolsonaristas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?