Sem autorização da Índia, voo para buscar 2 milhões de vacinas é cancelado
Previsão era de que o avião da Azul decolasse nesta sexta-feira de Recife, mas não houve acordo com o governo da Índia

Anunciado inicialmente para a última quarta-feira (14/1) pelo ministro Eduardo Pazuello, o voo da Azul que deve buscar dois milhões de doses da vacina de Oxford contra o coronavírus não tem mais data certa para acontecer. O governo indiano vetou a liberação imediata das doses e não se comprometeu com um prazo, frustrando os planos brasileiros de começar a distribuir o imunizante pelos estados já na segunda (18/1) caso a Anvisa libere no dia anterior seu uso emergencial.
A Azul prepara com o Ministério da Saúde uma nota oficial sobre o cancelamento do voo até que haja a autorização indiana.
Sem contar com a fórmula desenvolvida em convênio com a brasileira Fiocruz, o governo federal agora conta apenas com a Coronavac, vacina feita pelos chineses da Sinovac com apoio do Instituto Butantan, para iniciar a imunização no Brasil – também necessitando do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde pediu ao Instituto Butantan, nesta sexta-feira (15/1), a entrega imediata das seis milhões de doses da Coronavac que já foram importadas da China ao Brasil. Em ofício enviado a Dimas Covas, diretor do instituto ligado ao governo de São Paulo, a pasta destaca que o imunizante está sob análise para concessão de autorização para uso emergencial.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo documento, assinado pelo diretor do departamento de logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, ressalta a urgência na imediata entrega das doses, tendo em vista que o Ministério da Saúde “precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa”.

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O voo da Azul já foi adiado duas vezes antes de ficar sem previsão para decolar de Recife. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta que o avião partirá do Brasil em direção à Índia em, no máximo, dois ou três dias.















