Secretário da Polícia Civil nega execuções na operação do Jacarezinho

Allan Turnowski defendeu transparência nas investigações e entendeu como apoio criação da força-tarefa do MPRJ para apurar mortes

atualizado 11/05/2021 15:38

Secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski Adriana Cruz/Metrópoles

Rio de Janeiro – O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, negou que houve execuções e garantiu transparência na investigação sobre as mortes de 27 suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e mais a do policial civil, André Frias, na Operação Exceptis, na comunidade do Jacarezinho, na última quinta-feira (6/5).

Em entrevista à TV Globo nesta terça (11), Allan Turnowski defendeu que “traficantes do Jacarezinho atiravam para matar policiais (…) Quem determina o desfecho da operação é o traficante. Quando a polícia entra em um ambiente confinado, dentro de várias casas, segundo noticiado, o traficante tem duas opções: ou ele se agarra à família, faz refém, ou se esconde para ir ao confronto. As marcas que eu vi são de confronto. Não temos uma família refém, não temos ninguém negociando. Então, a princípio, não tenho nada de concreto que me leve às execuções (…) A transparência vai ser absoluta. O que a gente não pode é concluir antes de investigar”, afirmou.

Turnowski encarou o anúncio do Ministério Público sobre criação de uma força-tarefa para atuar no caso como uma medida de apoio. “Precisamos de controle externo do MP para que as conclusões a que chegarem sejam de confiança da população. Temos o apoio de mais de 90% da população da ação. Hoje é uma luta do Estado contra uma facção criminosa”, disse.

O secretário enfatizou ainda que o Rio está mais seguro. “”Eu garanto que o Rio está mais seguro sem esses 27 criminosos neutralizados. As ações fazem com que esses criminosos não sirvam de exemplo para as crianças (…) A gente precisa que no início quando essa criança entra para o tráfico, que não é o filho do líder— esse está estudando fora, esse ele não quer no tráfico — essa é a hora de os diretos humanos nos apoiar e não permitir que essa criança entre no tráfico, não quando ele vira um adulto e nos enfrenta. Aí, falam que a polícia não pode agir”, opinou.

A Polícia Civil garante que todos os 27 mortos eram suspeitos de envolvimento com o tráfico. Porém, dois dos mortos não tinham ficha criminal, segundo relatório de inteligência ao qual o Metrópoles teve acesso.

Dos 27 mortos, quatro estavam entre os 21 mandados de prisão expedidos pela 19ª Vara Criminal. Turnowski nega que a ação esteja em desacordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou operações apenas em casos excepcionais durante a pandemia, desde junho do ano passado.

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