Vídeo: moradora mostra casa crivada de tiros após ação no Jacarezinho

Há marcas na porta, parede, sofá, no aparelho de ar-condicionado e armário. "Quase morremos. Foi livramento de Deus", contou a mulher

atualizado 09/05/2021 19:15

Casa de moradora revirada no JacarezinhoFoto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – “Quase morremos. Foi livramento de Deus”, contou uma moradora da comunidade do Jacarezinho após a operação da Polícia Civil no local. A ação que ocorreu na quinta-feira (6/5) resultou nas mortes de 27 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas, além do agente da Polícia Civil André Frias.

A mulher, que pediu para não ser identificada, relata tiros nas paredes, porta, armários, ar-condicionado e sofá. “Estávamos dormindo no colchão da sala, quando corremos para o quarto, até com o meu filho de três anos. Era para todo mundo ter sido baleado”, desabafou.

Veja o vídeo:

Próximo à casa da moradora, segundo ela, foram encontrados dois corpos. “Tinha massa encefálica. Os policiais pisavam na cabeça para sair mais ainda. Tinha uma poça de sangue”, contou.

Na comunidade, ainda havia marcas de tiros por causa do confronto em lojas e becos.

Áudio com barulhos de tiros:

As mortes dos suspeitos e do agente estão sendo investigadas pelo Ministério Público. A Defensoria Pública também está ouvindo os relatos dos moradores. A Polícia Civil alega que agiu dentro da lei.

Desde de junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que operações policiais sejam realizadas em casos excepcionais e comunicadas ao Ministério Público. O ministro Edson Fachin, do Supremo, determinou apuração do caso pelo Ministério Público Federal.

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