Saúde é motivo de preocupação para 42% da população, diz pesquisa CNT

Brasileiro se mostra pessimista também com segurança, educação e corrupção. Para entrevistados, vagas de trabalho devem aumentar

atualizado

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1 de 1 MMM_3959 - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A pesquisa CNT/MDA apurou as expectativas da população sobre temas sensíveis, como emprego, renda, educação e segurança. A saúde aparece como o principal desafio do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dos entrevistados, 42,3% acreditam que a área é a mais delicada.

A segurança é o motivo de maior preocupação para 34,3%. O ranking segue com educação, com 31,6%, e corrupção, 29,2% – veja tabela completa no fim da reportagem. Os resultados divulgados nesta terça-feira (26/2) servem para nortear políticas públicas e medir a satisfação da população com a resposta dada pelo governo aos principais problemas.

Para mais da metade dos brasileiros, a situação sobre a falta de postos de trabalho deve melhorar agora. O levantamento da CNT mostra que 51,3% dos entrevistados acreditam em um aumento da oferta de vagas nos próximos seis meses. Por outro lado, 17,2% creem em uma situação ainda pior.

Na última sexta-feira (22/2), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o desemprego atingiu a maior taxa em sete anos no país. Em 2012, o número de pessoas fora do mercado formal de trabalho era de 7,6 milhões. Atualmente, são 12 milhões – 57% a mais.

Com uma agenda reformista, o presidente tenta alavancar a economia. Um dos principais argumentos do governo é o de que a aprovação da reforma da Previdência pode gerar uma economia de R$ 1,1 trilhão em 10 anos. Isso possibilitaria a criação de oito milhões de postos de trabalho. A mudança nas regras enfrenta resistência da população. No total, 45,6% desaprovam o projeto.

A pauta econômica, no entanto, tem animado o brasileiro. Para 33,8% dos entrevistados, a renda mensal deve aumentar nos próximos meses. Já 9,6% acreditam que vai diminuir, e 51,2% creem que ficará igual. O aumento do salário mínimo para R$ 998 é aprovado por 29,5% e criticado por 66,9%.

Para o presidente eleito da CNT, Vander Costa, a pesquisa mostra uma população confiante no novo governo. Mas ressalta a necessidade de Bolsonaro melhorar a comunicação com os eleitores, além de afastar os filhos do centro das decisões. “É preciso fazer ajustes em como as medidas e os projetos são transmitidos à população”, ponderou.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, entre 21 e 23 de fevereiro, em 137 municípios de 25 unidades federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é 95%.

Principais desafios do governo atual

Saúde – 42,3%

Segurança – 34,3%

Educação – 31,6%

Corrupção – 29,2%

Emprego – 23,7%

Economia – 14,3%

Combate à pobreza –13,3%

Meio ambiente – 1,5%

Saneamento – 1,0%

Energia – 0,9%

Transporte – 0,8%

Aprovação das medidas governamentais

Reestruturação dos ministérios – 62,2%

Aumento do salário mínimo – 29,5%

Reforma da Previdência – 43,4%

Pacote anticrime – 62%

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