Saúde consegue oxigênio para manter bebês prematuros em Manaus

A pasta já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos,

atualizado 15/01/2021 22:28

Hugo BarretoMetrópoles

O Ministério da Saúde (MS) conseguiu, nesta sexta-feira (15/1), cilindros de oxigênio suficientes para manter 61 bebês prematuros por mais 48 horas em leitos de UTIs em Manaus (AM). O governo do Amazonas havia solicitado à pasta o insumo para recém-nascidos que estavam no limite de oxigenação.

O MS já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos, caso seja necessário: 25 em Curitiba (PR), 11 em Vitória (ES), 9 em Imperatriz (MA), 4 em Salvador (BA), 3 Feira de Santana (BA), 1 em Ariquemes (RO) e 3 no município de Macapá (AM).

“O governo federal irá prestar apoio em todo o processo logístico de remoção, junto às Secretarias de Saúde estaduais e municipais, para que, caso ocorra a transferência, ela seja feita de forma segura e rápida, da forma mais cuidadosa possível, avaliando a necessidade e gravidade de cada recém-nascido”, destacou a pasta.

Os bebês que serão transportados seguem critérios clínicos definidos pelas equipes médicas, e serão acompanhados de profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagens para prestar todo apoio aos prematuros.

São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, colocou o estado à disposição para receber bebês prematuros que correm o risco de ficar sem oxigênio no estado. O governo também vai doar 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo (USP) para o estado.

Doria atribuiu ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a responsabilidade pelo colapso do sistema de saúde do Amazonas.

“Acabo de falar com o secretário da Saúde, São Paulo atenderá integralmente estes 60 bebês e já pedi a ele para ao término da coletiva falar com o secretário de Saúde do Estado do Amazonas. Nós acolheremos todos os bebês que puderem ser transportados para São Paulo. Gente, é o fim do mundo. Não ter oxigênio para bebê é uma irresponsabilidade do governo Bolsonaro. Me choca isso como brasileiro”, disse Doria batendo o celular no púlpito.

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