MG: força-tarefa analisa novos lotes da cerveja Belorizontina

Bebida produzida pela Cervejaria Backer é suspeita de causar uma doença que levou a pelo menos uma morte

Divulgação

atualizado 10/01/2020 18:50

Órgãos dos governos federal (Superintendência Regional do Ministério da Agricultura); estadual (Polícia Civil, Ministério Público) e municipal (Secretaria de Saúde) mineiros anunciaram na tarde desta sexta-feira (10/01/2020) a criação de uma força-tarefa para analisar como lidar com os casos da chamada síndrome nefroneural, que aparentemente atingiu pessoas que beberam a cerveja Belorizontina, da Cervejaria Backer.

Em comunicado, a força-tarefa informou que nove pessoas seguem sendo tratadas e uma morreu. Entre os que estão internados, três tiveram o sangue testado para a substância dietilenoglicol e o resultado foi positivo.

A suspeita é de que exemplares do produto possam estar contaminados com essa substância tóxica.

Lotes sob análise
Até agora, as autoridades suspeitam de produtos dos lotes L1 1348 e L2 1348; que englobam 66 mil garrafas. A força-tarefa informou, porém, que “novos lotes continuam em análise”.

O número do lote é impresso em um retângulo branco na parte de trás da embalagem da cerveja, onde também fica a data de validade.

As autoridades instruem consumidores que desejam se desfazer do produto a levar as garrafas “somente à vigilância sanitária de Belo Horizonte” e ao Procon, se for em outro município, apesar de a cervejaria Backer ter anunciado que vai recolher os lotes.

“As investigações continuam, inclusive, com a colaboração da empresa citada”, diz a nota.

Apenas homens
A enfermidade, em princípio, afetou apenas homens que passaram o fim de ano em um bairro de Belo Horizonte chamado Buritis.

Na terça-feira (07/01/2020), um paciente de 55 anos faleceu após ter os sintomas. Morador de Juiz de Fora, ele passou o Réveillon na casa da filha, que vive na região. O marido dela também está internado.

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