Doença misteriosa: Backer promete recolher cervejas contaminadas

A empresa informou que vai devolver o dinheiro aos consumidores, mediante nota fiscal – mesmo que não sejam dos lotes em análise

GIOVANNA BEMBOM/METRÓPOLESGIOVANNA BEMBOM/METRÓPOLES

atualizado 10/01/2020 17:01

A cervejaria Backer informou, nesta sexta-feira (10/01/2020), que vai recolher as cervejas belorizontinas, mesmo as que não fazem parte dos lotes contaminados. Além disso, os consumidores poderão devolver os produtos e receber o dinheiro da compra.

“A Backer informa que continua colaborando com as autoridades, que tem todo interesse em esclarecer os fatos e reitera que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos”, diz trecho de nota divulgada pela cervejaria.

A devolução das bebidas pode ser feita a partir da segunda-feira (13/01/2020), nos estabelecimentos comerciais responsáveis pela venda do produto. Para receber o reembolso, os consumidores terão que levar a nota fiscal.

Os lotes contaminados são o L1 1348 e o L2 1348. Segundo a assessoria de imprensa da cervejaria Backer, um mapeamento está sendo feito para identificar os bairros e as lojas em que a cerveja foi comercializada.

Entenda
A Polícia Civil de Minas Gerais esteve na sede da cervejaria, em Belo Horizonte (MG), na tarde dessa quinta-feira (09/01/2020) para investigar a suspeita de que produtos fabricados pela empresa estejam ligados à doença misteriosa que já matou uma pessoa no estado.

A enfermidade afeta exclusivamente homens que passaram o fim de ano em Buritis, bairro localizado na cidade. Na terça-feira (07/01/2020), um paciente de 55 anos morreu após ter os sintomas. Morador de Juiz de Fora, ele passou o Réveillon na casa da filha, que vive na região. O marido dela também está internado.

Laudo da polícia confirmou a contaminação de duas amostras da cervejaria Backer com a substância dietilenoglicol – usada no processo de refrigeração de cervejas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), trata-se de um solvente “altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática” que pode, inclusive, matar.

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