Lotes que continham cervejas contaminadas têm 66 mil garrafas

Laudo da polícia confirmou dietilenoglicol, substância tóxica, em duas amostras da cervejaria Backer

Unsplash/Divulgação

atualizado 10/01/2020 15:05

Os dois lotes de cerveja Belorizontina recolhidos após laudo da polícia apontar a sustância dietilenoglicol têm 66 mil garrafas. No entanto, ainda não é possível determinar quantas unidades estão contaminadas. As informações são do jornal O Tempo.

Os lotes são L1 1348 e L2 1348. Segundo a assessoria de imprensa da cervejaria Backer, um mapeamento é feito para identificar os bairros e as lojas em que a cerveja foi comercializada.

A Polícia Civil de Minas Gerais esteve na sede da cervejaria, em Belo Horizonte (MG), na tarde dessa quinta-feira (09/01/2020) para investigar a suspeita de que produtos fabricados pela empresa estejam ligados à doença misteriosa que já matou uma pessoa no estado.

A enfermidade afeta exclusivamente homens que passaram o fim de ano em Buritis, bairro localizado na cidade. Na terça-feira (07/01/2020), um paciente de 55 anos morreu após ter os sintomas. Morador de Juiz de Fora, ele passou o Réveillon na casa da filha, que vive na região. O marido dela também está internado.

Laudo da polícia confirmou a contaminação de duas amostras da cervejaria Backer com a substância dietilenoglicol – usada no processo de refrigeração de cervejas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), trata-se de um solvente “altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática” que pode, inclusive, matar.

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