Fábio Faria: recusa de 70 mi de doses da Pfizer não afetou Brasil
Ministro das Comunicações publicou vídeo contradizendo o depoimento de Carlos Murillo, ex-presidente da Pfizer, na CPI da Covid-19

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, publicou vídeo em seu Twitter no qual afirma que a recusa do governo federal em fechar contrato para compra de doses do imunizante da Pfizer contra a Covid-19 não afetou o ritmo da vacinação no Brasil.
Nas imagens, Faria diz que o acordo inicial proposto em agosto pela farmacêutica norte-americana estabelecia que apenas 9 milhões de doses seriam entregues no primeiro semestre e as outras 61 milhões, até dezembro de 2021. “Nós começávamos com 500 mil doses em janeiro, 500 mil em fevereiro, 500 mil em março, e ia aumentando até chegar em 9 milhões de doses”, disse nessa quinta-feira (13/5).
“A narrativa jamais vai se sobrepor aos fatos. Nós não tivemos nenhuma dose a menos no primeiro semestre, muito pelo contrário, 5 milhões a mais. E ao invés de 70, 200 [doses]”, diz Faria no vídeo.
A cronologia do assunto Pfizer: A verdade sempre é reestabelecida e a narrativa nunca vai ganhar dos fatos! ✅ pic.twitter.com/qX1nZYBYwa
— Fábio Faria 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@fabiofaria) May 13, 2021
Durante a oitiva de Carlos Murillo, presidente da Pfizer para a América Latina, na CPI da Covid-19 no Senado, o executivo afirmou que
o Brasil ignorou seis ofertas para compra de vacinas antes de acertar o atual.
Murillo informou na sessão que as primeiras reuniões com o governo brasileiro para a aquisição de vacinas ocorreram em maio e junho de 2020. “Foram reuniões iniciais e exploratórias. Como resultados, no mês de julho, fornecemos uma expressão de interesse, em que resumimos as condições do processo que a Pfizer estava realizando em todos os países no mundo”, apontou.



