Carlos Bolsonaro e Filipe Martins participaram de reunião, diz Pfizer

Informação é diferente do que foi declarado pelo ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten

atualizado 13/05/2021 14:26

Depoimento do gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo para a Comissão da Cpi da Covid 2Hugo Barreto/Metrópoles

O gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, confirmou, nesta quinta-feira (13/5), que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), participou de uma reunião da empresa com o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, em 7 de dezembro de 2020.

Segundo Murillo, quem também esteve no encontro foi o assessor especial da Presidência da República Filipe Garcia Martins. Recentemente, ele foi alvo de inquérito da Polícia Legislativa do Senado Federal, que confirmou a conotação racista de seu ato durante sessão plenária da Casa. 

Segundo relatório de representantes da Pfizer, os dois chegaram uma hora depois do início da reunião. Wajngarten teria recebido uma ligação e, na sequência, eles chegaram. “Carlos Bolsonaro ficou brevemente na sala e saiu e Filipe permaneceu”, explicou.

Em depoimento, Wajngarten disse inicialmente não lembrar quem estava na reunião, mas afirmou que Martins e Bolsonaro não estariam.

Em seu depoimento, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o Palácio do Planalto tinha equipe de “assessoramento paralelo” para enfrentamento da pandemia e que Carlos Bolsonaro participava das reuniões “tomando notas”.

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Depoimentos

Murillo é o sexto depoente do colegiado. Antes dele, os senadores ouviram o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, além dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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