Bolsonaro diz que Brasil testará cloroquina contra o coronavírus

Presidente disse nas redes sociais confiar que em breve estaremos livres dos riscos do coronavírus e que o Exército produzirá o medicamento

Jair BolsonaroFotos: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 21/03/2020 17:00

O Brasil testará em pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, um remédio normalmente usado contra malária, mas que se mostrou promissor contra o vírus em testes iniciais em outros países, a cloroquina, ou hidroxicloroquina.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou hoje a experiência será em um hospital particular de São Paulo, o mesmo onde ele foi operado durante o tratamento para se recuperar da facada da qual foi vítima na campanha de 2018.

“Agora há pouco profissionais do Hospital Albert Einstein me informaram que iniciaram um protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia da cloroquina nos pacientes com Covid-19”, disse ele em postagem neste sábado (21/03). “E decidimos que o laboratório químico e farmacêutico do Exército deve imediatamente ampliar a sua produção desse medicamento, que, na última sexta, o presidente da Anvisa, Antonio Barra, decidiu que não poderá ser vendido a outros países“, completou. Veja a postagem:

Pelo mundo
Mais cedo neste sábado, o presidente norte-americano Donald Trump também falou sobre a cloroquina e sobre outro medicamento usado experimentalmente contra o novo coronavírus, a azitromicina, e previu que eles poderão “mudar a medicina”.

A esperança surgiu após a divulgação de uma pesquisa de cientistas franceses. O estudo foi feito por cientistas da Universidade Aix Marseille, Universidade Côte d’Azur e Centre Hospitalier Universitaire de Nice.

Nos testes, receberam o medicamento seis pacientes assintomáticos, 22 com sintomas de trato respiratório superior e oito com sinais no trato respiratório inferior. Todos tomaram 600 mg do medicamento por 10 dias.

Entre os casos, 20 mostraram uma diminuição significativa na carga viral comparada a pessoas que não tomaram remédio algum. O medicamento foi ainda mais eficaz quando o princípio ativo azitromicina, também citado por Trump, foi incluído.

Receita médica

Nessa sexta (20/03), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu  passar a exigir apresentação de receita médica em farmácias para liberação de medicamentos com hidroxicloroquinasubstância estudada como possível remédio para o novo coronavírus. O órgão afirma que a medida vai permitir que pacientes que já utilizam o medicamento não fiquem sem tratamento.

O Metrópoles mostrou também nessa sexta que houve uma corrida às farmácias no Distrito Federal em busca de medicamentos à base da hidroxicloroquina, causando um desabastecimento do produto.

 

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