São Paulo tem alta de internações por Covid-19 e teme 2ª onda

Plataforma da USP constatou que os casos suspeitos tiveram um aumento de 50% na capital paulista entre agosto e novembro de 2020

atualizado 12/11/2020 23:15

AmbulânciaHugo Barreto/Metrópoles

Dados de uma pesquisa conjunta da Usp e da Unesp apontam aumento no número de internações de pacientes com suspeita de coronavírus na Grande São Paulo e na capital paulista. Apesar do “apagão de dados”, que durou aproximadamente uma semana, os hospitais particulares começam a registrar um aumento nos casos da doença.  A Info Tracker, estudo para monitorar o avanço da pandemia, mostra que o salto aconteceu entre 1º de agosto e 5 de novembro.

O crescimento dos casos no estado, alertam para uma possível segunda onda da doença, segundo especialistas da área da saúde e cientistas.

“Não sabemos ainda, porque não foi confirmado, mas talvez exista uma menor gravidade nos casos atuais. Há um relaxamento maior do isolamento na população mais jovem, que são as pessoas que internam menos e lidam melhor com a doença. A minha preocupação é que essas pessoas convivem com pessoas de risco. Há possibilidade de levar a doença para casa e isso realmente significar uma segunda onda, estressando o sistema de saúde.”

Os hospitais paulistas Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star e HCor relataram aumento em internações, até atingindo o pico de internações do início da pandemia. Segundo Wallace Casaca, cientista de dados e um dos responsáveis por monitorar o Info Tracker em 92 municípios, “a pandemia começou assim em março, com hospitalizados nos particulares, e depois migrou para o sistema público de saúde. Parece que a gente começa a vivenciar a mesma fotografia do começo da pandemia na Grande São Paulo”.

Ainda segundo a plataforma Info Tracker, a capital teve um aumento nos casos suspeitos de aproximadamente 50%  entre 1º de agosto e 5 de novembro, passando de 339.934 casos para 504.949. Na Grande São Paulo Sudeste, onde há grande concentração de casos suspeitos, a alta é de 75% (passou de 43.494 para 76.188 entre agosto e novembro). As demais regiões da Grande São Paulo também registram aumento: 41% na Sudoeste, 76% na Oeste e 12% na Leste.

Nesta quarta-feira (11/11), após voltar a informar os dados sobre a pandemia, a Secretaria de Saúde de SP argumentou em nota “que incluiu 190 novos óbitos e 24.936 casos entre os dias 6 e 11 de novembro, mas que o balanço possivelmente é inferior ao verificado no período, pois alguns podem ter ficado represados.”

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