Saiba quem é Wellington César, novo ministro da Justiça
Wellington César substitui Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça. Decisão foi oficializada por Lula nesta terça-feira (13/1)
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu, nesta terça-feira (13/1), o substituto de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública. O cargo será assumido por Wellington César Lima e Silva, visto como um nome de confiança do petista.
Antes de assumir o posto de ministro do governo Lula, Wellington atuava como advogado-geral da Petrobras.
Wellington teve uma breve passagem pela chefia do Ministério da Justiça em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Na época, ele ficou apenas 11 dias à frente da pasta, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o cargo de procurador no Ministério Público da Bahia.
Mais recentemente, o jurista comandou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, entre 2023 e 2024. A pasta é responsável por prestar assessoria jurídica direta ao presidente e colaborar com a análise de projetos de lei, medidas provisórias, vetos e sanções do Executivo.
Troca no Ministério da Justiça
- Ricardo Lewandowski deixou o governo na última sexta-feira (9/1), após quase dois anos à frente da pasta. Ele pediu demissão alegando motivos pessoais e familiares.
- Lula nomeou o número dois do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, de forma interina até bater o martelo sobre o substituto.
- Wellington é o terceiro titular da pasta neste mandato de Lula — com exceção do interino. Além de Lewandowski, o ministério foi comandado por Flávio Dino entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024.
- Com a mudança, o governo Lula completa 15 trocas no alto escalão desde o início da gestão. Outras saídas devem ocorrer nos próximos meses devido à campanha eleitoral.
Perfil
Nascido em Salvador (BA), Wellington César tem 60 anos e consolidou sua carreira jurídica no Ministério Público da Bahia, onde atuou como promotor e procurador-geral de Justiça.
Possui mestrado em ciências criminais e doutorado em direito penal e criminologia. Também foi professor em cursos de graduação e pós-graduação.
Outros cotados
Além do chefe jurídico da Petrobras, outros nomes foram ventilados para assumir a cadeira deixada por Lewandowski. Entre eles, está o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que tem se destacado nas investigações sobre a trama golpista, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), ministro Vinícius Marques de Carvalho, também tem sido citado nas conversas sobre a sucessão. A avaliação é de que ele se saiu bem durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O nome do CGU havia sido ventilado para assumir uma vaga no STF após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, mas Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.








