Saiba quem é o zootecnista que desviou R$ 37 milhões da avó em Goiás
Fabiano Pedrosa Leão gozava da inteira confiança da avó e a ajudava a administrar o patrimônio. Ele é investigado por desvios milionários
atualizado
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Goiânia – O zootecnista Fabiano Pedrosa Leão é o principal alvo de uma investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que apura o desvio de R$ 37 milhões das contas de Angélica Gonçalves Pedrosa, avó dele, morta em 2024.
Conforme a corporação, o homem se aproveitava da vulnerabilidade da avó, ao ajudá-la na administração do patrimônio, e tinha a confiança dos familiares, o que lhe permitia fazer movimentações bancárias sem levantar suspeitas.
Uma ofensiva policial foi realizada nessa segunda-feira (13/4), na casa de Fabiano, em Firminópolis. Ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após o pagamento de fiança.
Analfabeta digital
De acordo com a PCGO, a avó de Fabiano era analfabeta digital, o que facilitava a atuação do neto. Devido às limitações tecnológicas e de mobilidade de Angélica, gerentes bancários precisavam se deslocar até a residência dela para realizar provas de vida.
Segundo a polícia, era justamente dessa condição debilitada da avó que Fabiano se aproveitava para centralizar a gestão dos negócios agrícolas da família desde a morte do avô, em 2009.
Segundo o delegado Alexandre Bruno, responsável pelo caso, o rapaz desfrutava de uma confiança irrestrita que impedia qualquer suspeita por parte das herdeiras.
Saque milionário
A PC identificou movimentações atípicas logo após o falecimento de Angélica, ocorrido em maio de 2024. A denúncia partiu de uma das quatro filhas da idosa, que estranhou a disparidade entre o padrão de vida da mãe e o crescimento patrimonial do sobrinho.
Dois dias após o óbito da avó, Fabiano teria sacado mais de R$ 1,4 milhão de suas contas.
De acordo com as apurações, ele contou com a ajuda de outros suspeitos para desviar os valores, incluindo bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros da região.
Em 2025, durante um depoimento à Polícia Civil sobre o caso, Fabiano afirmou que sempre reportava as movimentações à avó, e que nenhum familiar solicitava a prestação de contas, acompanhando o crescimento da fazenda e recebendo os lucros, tanto que teriam assinado documentos sobre o recebimento dos repasses. Ele confessou que efetuou a retirada milionária, mas alegou que dividiu os valores com os familiares.
Fabiano também afirmou que os bens obtidos por ele foram construídos com o trabalho dele e administração das terras da família, deixadas pelo pai e administrados por mãe e demais irmãos dele.
O Metrópoles tentou entrar em contato com Fabiano Leão, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
