PCGO investiga neto por desvio de R$ 37 milhões da avó
Segundo a PCGO, o neto ajudava na gestão dos negócios agrônomos da avó, e sacou R$ 1,4 milhão dois dias após a morte da idosa
atualizado
Compartilhar notícia

Goiânia – A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga um homem, identificado como Fabiano Pedrosa Leão, pelo desvio de R$ 37 milhões das contas da avó. De acordo com a corporação, o neto ajudava a familiar no cuidado com o patrimônio, após a morte do marido dela, em 2009.
O mandado foi cumprido na casa de Fabiano e da mãe dele, Marli Gonçalves Pedrosa Leão, que também é suspeita de ter envolvimento no esquema, na segunda-feira (13/4), em Firminópolis.
Segundo a polícia, duas armas de fogo irregulares foram encontradas na casa de Fabiano. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas liberado após pagar fiança.
As investigações começaram após uma das quatro filhas de Angélica Gonçalves Pedrosa denunciar a situação à Justiça. De acordo com o advogado dela, Alexandre Lourenço, os familiares perceberam que as movimentações eram suspeitas assim que tiveram acesso às contas bancárias da avó de Fabiano.
Angélica era “analfabeta digital” e tinha restrições de mobilidade. Em razão disso, gerentes de bancos se deslocavam até a casa dela para realizar provas de vida.
O neto ajudava na gestão dos negócios agrícolas da mulher, enquanto os valores não estavam sendo distribuídos de forma igualitária aos demais familiares.
De acordo com as apurações, Fabiano teria contado com a ajuda de outros suspeitos para desviar os valores, incluindo bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros da região.
Segundo o delegado Alexandre Bruno, responsável pelo caso, o suspeito conseguiu manter os desvios por anos por ter a confiança das tias.
Saque pós-morte
Em 2025, durante um depoimento à Polícia Civil sobre o caso, Fabiano afirmou que sempre reportava as movimentações à avó, e que nenhum familiar solicitava a prestação de contas, acompanhando o crescimento da fazenda e recebendo os lucros, tanto que teriam assinado documentos sobre o recebimento dos repasses.
O neto também confessou que sacou o valor de R$ 1,4 milhão dias após a morte da idosa, mas que dividiu os valores entre todas as filhas dela para o abatimento de dívidas.
Fabiano também afirmou que os bens obtidos por ele foram construídos com o trabalho dele e administração das terras da família, deixadas pelo pai e administrados por mãe e demais irmãos dele.
O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa de Fabiano até a publicação desta reportagem.
