Neto viaja mais de 600 km para matar avô e roubar joias de ouro

Neto de 18 anos se deslocou, junto de um comparsa, de Joinville (SC) para Ubiratã (PR), onde o crime ocorreu. Avô foi morto a tiros

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imagem colorida de alceu slivinski, avô assassinado pelo neto em ubiratã (PR)
1 de 1 imagem colorida de alceu slivinski, avô assassinado pelo neto em ubiratã (PR) - Foto: Reprodução/Redes sociais

Um jovem de 18 anos foi preso na quarta-feira (25/3) suspeito de roubar e matar o próprio avô, de 66 anos, em Ubiratã, no oeste do Paraná. Ele e um amigo, de 21 anos, viajaram mais de 600 quilômetros para cometer o crime.

Segundo a polícia, a dupla saiu de Joinville (SC), que fica a 670 km de Ubiratã (PR). O objetivo era roubar joias de ouro que o avô costumava usar.

Após ser preso, o neto confessou que a intenção era assaltar o avô e que o comparsa teria sido contratado para ajudar na ação, com promessa de pagamento de R$ 4 mil.

A vítima, identificada como Alceu Slivinski (imagem em destaque), foi baleada por ao menos quatro disparos em um bar e morreu no local.

Foto colorida e borrada de suspeito preso - Metrópoles
Prisão do neto que viajou mais de 600 km para matar e assaltar o avô, em Ubiratã (PR)

Identificação dos suspeitos

De acordo com o delegado responsável pelo caso, André Dzindzik, a identificação dos suspeitos ocorreu poucas horas após o crime, a partir de uma força-tarefa entre as polícias Civil e Militar.

Imagens de câmeras de segurança, análise de informações e depoimentos de testemunhas ajudaram a traçar a rota de fuga da dupla de assassinos.

“A gente conseguiu estabelecer a dinâmica da fuga e identificar o veículo utilizado. Com isso, repassamos as informações à Polícia Militar, que conseguiu abordar os autores já em deslocamento”, afirmou.

A ação contou com apoio de equipes do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), do helicóptero Falcão e de patrulhas da região.

Local da prisão

Os suspeitos foram interceptados na BR-277, em Catanduvas (PR). Ao avistarem a viatura, eles tentaram se desfazer da arma utilizada no crime, que foi localizada após buscas.

Victor Galdino, policial militar que participou da ocorrência, afirmou que houve uma breve tentativa de fuga antes da abordagem. “As equipes conseguiram visualizar o veículo e realizar a prisão. Logo após, eles confessaram que cometeram o crime”, disse.

No carro, foram encontrados cerca de 184 gramas de ouro, além de dois celulares.

Os dois presos foram autuados em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte) e por porte ilegal de arma de fogo. Eles seguem detidos à disposição da Justiça.

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