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Fugitivas da Colmeia escaparam de escolta e passaram pelo alambrado. Veja vídeo

A Colmeia é monitorada por câmeras de segurança. As circunstâncias da fuga das detentas estão sendo apuradas pela Seape

atualizado

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Lara Abreu / Arte Metrópoles
Fugitivas da Colmeia escaparam de escolta e passaram pelo alambrado
1 de 1 Fugitivas da Colmeia escaparam de escolta e passaram pelo alambrado - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

Segundo a assessoria do Governo do Distrito Federal, responsável pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), a fuga das detentas da Colmeia — Cintia Oliveira de Almeida, 27 anos, e Aline de Oliveira Matos, 29 — ocorreu durante uma escolta para atendimento de saúde. No trajeto, elas conseguiram escapar da vigilância dos agentes, atravessaram o alambrado por uma brecha e seguiram em direção a uma área de mata.

Vídeo da captura no BRT:

A pasta informou ainda que nenhum profissional de saúde foi feito refém ou sofreu qualquer tipo de ameaça durante a ação. Ressaltou também que a unidade é monitorada por câmeras e que as circunstâncias da fuga estão sendo rigorosamente apuradas.

Após a fuga, as detentas correram nuas

Durante as buscas, equipes localizaram roupas femininas abandonadas, indicando uma estratégia deliberada para despistar a identificação. As fugitivas chegaram a percorrer parte do trajeto completamente nuas após retirarem os uniformes do presídio.

Em seguida, foram flagradas pegando roupas masculinas em um varal de uma residência, reforçando a tentativa de dificultar o reconhecimento.


Mais detalhes: 

  • A recaptura aconteceu por volta das 19h15 de terça-feira (17/3), em uma estação do BRT próxima ao campus da UnB.
  • No momento da prisão, ambas já utilizavam roupas masculinas. A operação mobilizou forças integradas, incluindo policiais penais, militares e civis.
  • Após serem detidas, elas foram encaminhadas à delegacia do Gama, passaram por exames no IML e retornaram ao sistema prisional.

O que se sabe

As duas haviam sido presas poucos dias antes — uma na quinta-feira (12/3) e a outra na sexta-feira (13/3) — e são moradoras de Ceilândia (DF).

Cintia cumpre pena de 5 anos e 4 meses por roubo cometido em maio de 2025. Armada com uma faca e acompanhada de um comparsa, rendeu um homem e levou carteira, celular e uma sacola com alimentos. Ela também responde por tentativa de homicídio: em janeiro de 2022, em Luziânia (GO), esfaqueou uma adolescente de 14 anos durante uma festa, motivada por ciúmes.

Já Aline possui histórico criminal por roubo e tráfico de drogas. Em março de 2023, participou de um assalto dentro de uma clínica em Ceilândia, onde ameaçou a vítima de morte para subtrair um celular. Em setembro de 2025, foi presa em Minas Gerais por tráfico, sendo flagrada com crack, skunk, cocaína e dinheiro em espécie.

A sequência dos fatos evidencia uma fuga planejada, com tentativa clara de despistar as forças de segurança — rapidamente frustrada pela atuação integrada das equipes envolvidas.

 

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