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Saiba quem é o militar que desmaiou durante operação da PF

O militar Guilherme Marques de Almeida comanda o 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército

Mateus Salomão08/02/2024 16:37
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Divulgação / Exército
Imagem colorida mostra militar que desmaiou durante operação da PF - Metrópoles

Como mostrou a coluna de Rodrigo Rangel, do Metrópoles, um dos militares alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (8/2) desmaiou enquanto os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra ele.

Trata-se de Guilherme Marques de Almeida, que é comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, com sede em Goiânia. Ele está na função desde janeiro deste ano, como mostra o perfil dele nas redes sociais.

Entre 2022 e 2023, o militar ocupou função de oficial de Estado-Maior no Comando de Operações Terrestres do Exército. Anteriormente, desde 2020, era instrutor na Escola de Operações Psicológicas do Exército Peruano.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o cumprimento de mando de busca e apreensão contra Guilherme Marques. Além disso, determinou medidas cautelares como proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentar do país e suspensão do exercício de função pública.

Conforme a decisão de Moraes, Guilherme é investigado por suspeita de integrar o núcleo de desinformação e ataques ao Sistema Eleitoral. O grupo teria difunido notícias e estudos falsos que denunciavam uma suposta falta de lisura durante o pleito de 2022.

O intuito desse núcleo seria estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e de instalações das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para a execução de um golpe de Estado.

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Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação
Equipes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede do Partido Liberal (PL), no Setor Hoteleiro Sul (SHS), em Brasília
Busca e apreensão em apartamento de Augusto Heleno, na 305 Norte
PF também mira o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto
Polícia Federal (PF) deflagra Operação Tempus Veritatis, nesta quinta-feira (8/2)
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Polícia Federal (PF) deflagra Operação Tempus Veritatis, nesta quinta-feira (8/2)

Hugo Barreto/Metrópoles
Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília
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Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação
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Equipes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede do Partido Liberal (PL), no Setor Hoteleiro Sul (SHS), em Brasília
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Busca e apreensão em apartamento de Augusto Heleno, na 305 Norte
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PF também mira o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto
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Policiais encontraram "minuta do golpe" na sede do PL, no edifício Brasil 21, em Brasília
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Polícia Federal deu 24 horas para Bolsonaro apresentar o passaporte
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A operação

Nesta quinta, a PF deflagrou a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão.

Policiais federais estiveram em endereços nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o ex-presidente Jair Bolsonaro; o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; e os ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Braga Netto.

Segundo apurações da PF, o grupo investigado teria se dividido em dois núcleos:

  • O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022;
  • O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado.

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