Saiba quem é o general da trama golpista absolvido por Moraes no STF
Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general do Exército, é o primeiro réu da trama golpista que Moraes vota para absolver

No julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) do núcleo 3 da trama golpista, nesta terça-feira (18/11), o ministro Alexandre de Moraes, pela primeira vez, votou pela absolvição de um dos réus: trata-se de Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general do Exército, acusado de dar aval aos planos golpistas após as eleições de 2022 e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
No voto em que absolveu o oficial, Moraes argumentou que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República são insuficientes para condenar Estevam. O ministro do Supremo afirmou que, em casos em que existe dúvida razoável quanto à culpabilidade do réu, o voto deve ser in dubio pro reo (expressão jurídica que significa “na dúvida, a favor do réu”).
Moraes votou para condenar os outros nove réus do núcleo 3. O julgamento foi suspenso após o voto de Moraes e será retomado na tarde desta terça.
General Estevam Theophilo
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEstevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira era parte do Alto Comando do Exército brasileiro até novembro de 2023. O general era comandante de Operações Terrestres (Coter) e, segundo a Polícia Federal, o responsável pelo Comando de Operações Especiais, os chamados “kids pretos“.
Para Moraes, o voto pela absolvição se deve à ausência de provas.
“Quanto ao réu, o meu voto é no sentido de absolvição por ausência de provas. Não por ausência de autoria, por inexistência de materialidade, e sim por ausência de provas”, explicou.
Em julho deste ano, Estevam foi interrogado no STF, e afirmou que se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro em novembro de 2022.
Na ocasião, o general negou que tenha tratado de uma tentativa de golpe de Estado, e revelou que Bolsonaro reclamou do processo eleitoral e até de si mesmo: “Ele reclamou de problemas no processo eleitoral, reclamou até algumas coisas dele próprio. Ele achava que podia ter agido diferente, que poderia ter minorado a sua veemência em algumas coisas”, contou o general em interrogatório no Supremo.








