Saiba quem é o “carregador de mala” do Careca do INSS preso pela CPMI

Rubens Oliveira Costa, 57 anos, foi preso durante audiência da CPMI que investiga as fraudes na entidade

atualizado

metropoles.com

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida de Rubens Oliveira Costa é preso após depoimento na Comissão Parlamentar
1 de 1 Imagem colorida de Rubens Oliveira Costa é preso após depoimento na Comissão Parlamentar - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), deu voz de prisão na madrugada desta terça-feira (23/9) ao economista e empresário Rubens Oliveira Costa, apontado como sócio e “carregador de malas” de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.


Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


O empresário e economista, de 57 anos, é descrito pela Polícia Federal (PF) como um “facilitador” e “intermediário”, responsável por saques em espécie e pelo envio de propinas a servidores do INSS. Ele também teria desempenhado papel relevante na lavagem de dinheiro, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos desviados.

Relatórios da PF indicam que Rubens Oliveira Costa realizou saques de R$ 949 mil em espécie e reservou outros R$ 2,3 milhões para pagamento de propinas. As investigações apontam que suas movimentações financeiras superavam em dez vezes sua renda declarada.

Empresas ligadas a ele receberam cerca de R$ 5 milhões do esquema, e sua estrutura empresarial teria sido usada para canalizar subornos a agentes públicos, incluindo ex-diretores do INSS.

Logo no início da audiência desta terça-feira, Costa negou qualquer vínculo com o Careca do INSS.

“Jamais fui sócio de qualquer empresa ao lado do senhor Antônio Camilo. Atuei em apenas quatro de suas empresas como administrador financeiro, e nada além disso”, declarou

Motivo da prisão

Costa foi detido na Polícia do Senado Federal. O depoente respondeu a perguntas de cerca de 30 parlamentares, mas, amparado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por não responder à maior parte delas.

Viana justificou que deu voz de prisão a Costa por ele ter mentido durante a audiência e ocultado documentos.

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