Veja “mocinhos” e “vilões” da inflação de abril
Dados foram divulgados nesta terça-feira (12/5) pelo IBGE. A alimentação no domicílio foi um dos subgrupos que mais subiram
atualizado
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,67% em abril deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos os nove grupos grupos pesquisados registraram elevação.
O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais, que inclui os remédios. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12/5).
No acumulado de 12 meses, a inflação registra alta de 4,39%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a abril do IPCA, a elevação corresponde a 2,60%.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Em abril de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que acelerou 1,34%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,29 ponto percentual (p.p.) da inflação de todo o período.
O segundo grupo de maior relevância foi saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16%, e impacto de 0,16 p.p.
Juntos, alimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais corresponderam a mais de dois terços do índice de abril.
O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.
Vilões
O grupo alimentação e bebidas desacelerou de 1,56%, em março, para 1,34%, em abril, fazendo dele, ainda assim, o de maior alta e também maior impacto para o índice total.
O subgrupo alimentação no domicílio registrou alta de 1,64%, ante 1,94% em março, demonstrando um leve recuo. A influência veio principalmente dos itens:
- cenoura (26,63%);
- leite longa vida (13,66%);
- cebola (11,76%);
- tomate (6,13%); e
- carnes (1,59%).
Também houve quedas, casos do café moído (-2,30%) e do frango em pedaços (-2,14%).
A alta do grupo saúde e cuidados pessoais (1,16%) teve forte influência dos produtos farmacêuticos (1,77%), ou seja, os remédios. A medida tem relação com o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril.
Ainda neste grupo, tiveram participação importante para a alta os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).
Mocinhos
O alívio neste mês veio do grupo transportes, que inclui os combustíveis. Este grupo de itens teve elevação de 1,64%, em março, e de 0,06%, em abril.
A explicação para o recuo em transportes está na queda de 14,45% nas passagens aéreas, mas também houve reduções nos gastos de ônibus urbano (-1,13%). O subgrupo combustíveis continuou em alta (1,80%). Houve recuo apenas no gás veicular (-1,24%).
Veja a variação do IPCA por grupos:
- Alimentação e bebidas: 1,34%;
- Habitação: 0,63%;
- Artigos de residência: 0,65%;
- Vestuário: 0,52%;
- Transportes: 0,06%;
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;
- Despesas pessoais: 0,35%;
- Educação: 0,06%
- Comunicação: 0,57%.
