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Brasil

Saiba quais são os "vilões" que fizeram inflação subir 0,58% em maio

Comida continuou pesando. A batata-inglesa teve a maior elevação em alimentos, subindo mais de 44%

Deivid Souza12/06/2026 10:53
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,58% em maio deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sete dos nove grupos pesquisados registraram elevação.

O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas e habitação, que inclui a conta de energia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12/6). Vilã do mês, a batata-inglesa teve a maior elevação em alimentos, subindo mais de 44%.

No acumulado de 12 meses, a inflação registra alta de 4,72%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a maio do IPCA, a elevação corresponde a 3,20%.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em maio de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que acelerou  1,33%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,29 ponto percentual (p.p.) da inflação de todo o período.

O segundo grupo de maior relevância foi habitação, que inclui a conta de energia, com alta de 1,22%, e impacto de 0,16 p.p..

O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. Do total, sete tiveram alta, um resultado negativo (transportes) e um com variação nula (educação). O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.

Vilões

A alta do grupo alimentação e bebidas ficou praticamente estável de abril para maio tendo apresentado elevações respectivas de 1,34% e 1,33% nos dois meses. O resultado fez ele representar o maior impacto entre os grupos no mês: 0,29 ponto percentual.

O subgrupo alimentação no domicílio registrou alta de 1,64%, ante 1,65% em abril. A influência veio principalmente dos itens:

  • batata-inglesa (44,69%);
  • tomate (20,62%);
  • cebola (16,80%); e
  • carnes (1,39%).

Também houve quedas, casos do café moído (-2,38%) e das frutas (-0,70%).

A alta do grupo habitação (1,22%) teve forte influência da conta de energia elétrica residencial (3,67%). A elevação aconteceu por uma combinação de reajustes em algumas localidades e a vigência da bandeira tarifária amarela. A medida representa um acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.

Abastecer ficou mais em conta

O alívio neste mês veio do grupo transportes, que inclui os combustíveis. Este conjunto de itens teve retração de 0,46% em maio.

A explicação para o recuo em transportes está na queda nos preços da maioria dos combustíveis em meio a medida adotadas pelo governo para controlar os preços, diante da alta provocada pela guerra no Oriente Médio, entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Veja as variações:

  • etanol: -6,20%;
  • óleo diesel: -2,34%;
  • gasolina: -1,46%;
  • gás veicular: +5,81%.

Veja a variação do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas:  1,33%;
  • Habitação:  1,22%;
  • Artigos de residência:  0,08%;
  • Vestuário:  0,62%;
  • Transportes:  -0,46%;
  • Saúde e cuidados pessoais:  0,90%;
  • Despesas pessoais:  0,41%;
  • Educação:  0,00% (variação nula)
  • Comunicação: 0,23%.

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