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Brasil

Saiba como cúpula da PF reagiu à decisão de Mendonça sobre Caso Master

Decisão do ministro André Mendonça, do STF, permite que a corporação tenha livre acesso à ação relacionada ao Banco Master

20/02/2026 12:22, atualizado 20/02/2026 12:24
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Saiba como cúpula da PF reagiu à decisão de Mendonça sobre Caso Master

Integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) ouvidos sob reserva pelo Metrópoles avaliam como positiva e satisfatória a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de permitir que a corporação tenha livre acesso à ação relacionada ao Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria após o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso.

Segundo os investigadores, a decisão restaurou a normalidade do andamento do processo e permitirá a execução dos trabalhos investigativos, atendendo aos principais pedidos da PF de dar acesso dos autos aos policiais, permitir a extração e a análise de dados.

A avaliação é de que o nível de sigilo imposto anteriormente inviabilizava o acesso a informações essenciais, já que o compartilhamento de dados dependia de autorização prévia do relator.

O ministro reduziu o grau de sigilo do processo do nível 3 para o nível 4.

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Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.
Sede do Banco Master, em São Paulo
André Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário
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André Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.
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Dias Toffoli, por outro lado, é citado pelos julgamentos em situação de suspeição e do vínculo com investigados pela Corte.

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Sede do Banco Master, em São Paulo
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Sede do Banco Master, em São Paulo

Rovena Rosa/Agência Brasil

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Mendonça também determinou que o material apreendido permaneça sob custódia nos depósitos da Polícia Federal. Toffoli havia decidido antes que os itens ficassem sob posse do STF e, posteriormente, determinou o envio das provas à Procuradoria-Geral da República (PGR).

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“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da Instituição, bem como a realização de diligências que eventualmente se façam necessárias — como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal — está autorizada, desde que respeitada a devida compartimentação das informações e a congruência com os princípios da preservação do sigilo e da funcionalidade”, afirma a decisão de Mendonça.

Toffoli deixou o caso após a PF solicitar sua suspeição. A decisão foi tomada por ele em reunião com todos os ministros, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Junto ao pedido, a PF apresentou um relatório da investigação do Banco Master que apontou menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

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