Russomanno nega queda em pesquisa e passo atrás em relação a Bolsonaro

Candidato, que perdeu a dianteira para Covas no último Datafolha, aponta erros e comenta a relação atual do partido com a prefeitura

atualizado 28/10/2020 14:08

Celso RussomannoRafaela Felicciano/Metrópoles

São Paulo – O candidato Celso Russomanno (Republicanos) negou que esteja repensado a campanha para a Prefeitura de São Paulo, com a retirada de declarações de apoio ao governo Bolsonaro, em função da queda nas pesquisas de intenção de voto. O deputado, que vinha liderando as prévias, perdeu a dianteira para o atual prefeito, Bruno Covas, segundo o Datafolha.

“Não mudou. Ele [Bolsonaro] inclusive vai estar no meu programa. Não mudou nada”, afirmou Russomanno à imprensa, após um evento com a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe), nesta manhã de quarta-feira (28/10).

O candidato também negou ter perdido a liderança nas pesquisas de intenções de voto, conforme divulgado pelo Datafolha na semana passada, em que ele caiu para o segundo lugar com 20% das declarações, sendo ultrapassado por Covas (23%). Até então, Russomanno tinha 27% das respostas a seu favor.

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“Não tem queda. A gente está acompanhando as pesquisas, só tem queda no Datafolha. A gente está acompanhando as pesquisas”, rebateu o candidato.

Questionado sobre o apoio do Republicanos à gestão de Covas, ao longo do mandato atual, o adversário disse que não vê contradição. “As coisas que estão erradas têm que ser apontadas, e a gente vem apontando ao longo dos últimos quatro anos. Eu falei pro Bruno: está errado isso, está errado aquilo. Mas ele não corrigiu”, disse ele.

Pandemia

Sobre a paralisação do setor de eventos e feiras de negócio, que teve praticamente todas as atividades suspensas em função da pandemia do novo coronavírus, Russomanno criticou a ausência de medidas públicas para o setor. “O shopping center está aberto. Qual é a diferença do shopping e de uma feira? Abriu o shopping, devia ter aberto a feira, com todos os cuidados”, opinou.

Russomanno relativizou a questão do isolamento social usando o exemplo das periferias. “A pergunta que não pode calar é a seguinte: tem distanciamento na periferia?”, questionou.

“Nas periferias, não tem opção. O jovem da periferia, as crianças não conseguem cômodo, viver em dois cômodos, ficar dentro de casa, sem aulas, eles vão pra rua brincar. Não são vetores na rua? É a mesma coisa com os restaurantes: antes das 22h não pega Covid-19? Depois pega Covid-19?”.

Auxílio municipal

O candidato defende a criação de um auxílio emergencial paulistano, mas condiciona a proposta a um posicionamento do governo federal.

“Meu compromisso é de no dia 1º de janeiro bater na porta do governo federal e discutir as exigência do Ministério da Economia para as negociações”, afirmou. “A gente não pode discutir número sem um posicionamento do governo federal”, concluiu.

Segundo ele, haveria algo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, no orçamento municipal, para viabilizar o auxílio municipal.

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