RS: polícia prende tio que deixou menina de 4 anos morta em UPA
O tio da criança acabou preso após laudo apontar politraumatismo como causa da morte da vítima, de 4 anos

O tio de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, foi preso como suspeito de matar a sobrinha, na manhã desta quinta-feira (20/8), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Nicolas Gabriel Almeida foi detido após ele e a companheira levarem a menina já morta, com manchas roxas e lesões, a uma unidade de saúde.
Ao Metrópoles, a delegada da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) Alice Fernandes explicou que o suspeito está preso de forma preventiva.

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Ver todasLaudo pericial revelou que a causa da morte da criança foi politraumatismo. Na madrugada de segunda (17/8), os tios levaram Samylle até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e fugiram logo após a criança dar entrada no hospital.
Após a companheira de Nicolas prestar depoimento, os investigadores reuniram provas e prenderam o homem. Ele deve responder por homicídio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesConforme Alice, além das agressões, a hipótese de violência sexual contra a criança é avaliada e será confirmada ou descartada após o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML)
Entenda o caso
Samylle deu entrada na UPA Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre, na madrugada de segunda-feira (17/8). A criança estava morta e com manchas roxas pelo corpo, que indicavam uma possível agressão.
Os tios, que haviam deixado a criança no hospital, fugiram após ouvir que uma das médicas acionou a polícia. Dias depois, a tia de Samylle se apresentou à polícia.
Em depoimento, ela contou que havia chegado do trabalho na madrugada de segunda, quando encontrou a menina saindo do banho. Nesse momento, ela percebeu que a criança tinha lesões pelo corpo e questionou o companheiro, com quem acabou discutindo.
De acordo com a delegada, depois da discussão, Samylle foi para o quarto. Algum tempo depois, a tia passou pelo cômodo e encontrou a menina deitada na cama, espumando pela boca. Neste momento, ela teria sido levada ao hospital.
Ainda conforme a investigação, Samylle morava com os tios e era acompanhada pelo Conselho Tutelar. A menina e a irmã, de 9 anos, haviam sido afastadas da convivência com os pais em 2025, após suspeitas de violência sexual.
Na ocasião, as duas foram encaminhadas aos cuidados dos avós maternos por recomendação do Conselho Tutelar. Em julho, Samylle passou a viver com os tios, sob tutela provisória concedida pelo Conselho Tutelar.



