“Lesões e manchas roxas”: polícia investiga morte de menina de 4 anos
Samylle Valentina Borba Ramiro deu entrada, já sem vida, em uma UPA de Porto Alegre, nessa segunda-feira (17/8)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) apura as circunstâncias da morte de Samylle Valentina Borba Ramiro (foto em destaque), de quatro anos. A menina foi levada já sem vida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Alegre (RS), nessa segunda-feira (17/8). Conforme informações preliminares, ela apresentava lesões e manchas roxas pelo corpo.
À coluna, a delegada Alice Fernandes, da 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, informou que a equipe médica responsável pelo atendimento identificou sinais que levantaram suspeita de violência sexual. Os profissionais também observaram marcas e indícios de possíveis agressões físicas na criança.
A mulher responsável por levar Samylle à unidade de saúde contou, durante depoimento, que havia chegado do trabalho quando encontrou a menina saindo do banho. Nesse momento, segundo o relato, percebeu que a criança tinha lesões pelo corpo. Ela teria então questionado o companheiro, com quem acabou discutindo.
De acordo com a delegada, depois da discussão, Samylle foi para o quarto. Algum tempo depois, a tia passou pelo cômodo e encontrou a menina deitada na cama, apresentando uma espuma na boca. Nesse momento, ela teria sido levada ao hospital.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro“Segundo o prontuário, havia indicativo de abuso, porém isso só pode ser confirmado pela perícia, que ainda não foi conclúida”, afirmou a delegada.
Ainda conforme a investigação, Samylle morava com os tios e já era acompanhada pelo Conselho Tutelar. A menina e a irmã, de nove anos, haviam sido afastadas da convivência com os pais em 2025, após suspeitas de violência sexual. Na ocasião, as duas foram encaminhadas aos cuidados dos avós maternos, por recomendação do Conselho Tutelar. Em julho deste ano, porém, Samylle passou a viver com os tios, sob tutela provisória concedida pelo Conselho Tutelar.





