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Rotina de Gabriel Monteiro era focada em produzir vídeos, diz assessor

Funcionário disse à polícia que o vereador não tinha ideais políticos; Monteiro arrecadava cerca de R$ 300 mil com posts nas redes sociais

atualizado

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Aline Massuca/Metrópoles
Gabriel Monteiro vai responder a processo de cassação aberto por Conselho de Ética e Disciplina na Câmara de Vereadores
1 de 1 Gabriel Monteiro vai responder a processo de cassação aberto por Conselho de Ética e Disciplina na Câmara de Vereadores - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – Um dos assessores de Gabriel Monteiro (PL) disse à polícia que o vereador não tinha ideais políticos e que sua rotina era voltada para a produção de vídeos para as redes sociais.

Como o youtuber, Gabriel Monteiro ganhava até R$ 300 mil com vídeos publicados nas redes sociais. O parlamentar, que soma 23 milhões de seguidores, foi alvo de uma operação da Polícia Civil na quinta-feira (7/4).

Em depoimento na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), um de seus assessores afirmou que Monteiro sabia que a adolescente com quem se relacionava era menor de idade.

Segundo o assessor, o ex-PM fazia brincadeiras sobre abrir uma creche, e dizia que mulheres de 20 e 21 anos já eram velhas. O vereador nega saber a verdadeira idade da jovem.

De acordo com as investigações, Monteiro se relacionava havia 10 meses com a menor, mas sustenta que pensava que ela era maior de idade.

“A vítima tinha o hábito de estudar na casa do investigado com uniforme escolar”, contou uma testemunha. O depoente disse ainda que o vereador afirmou que tinha preferência por se relacionar com menores.

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Cassação

Após denúncias de estupro de quatro mulheres, gravações forjadas com criança para se autopromover e com um morador em situação de rua que foi convencido pela equipe de Gabriel Monteiro a simular um furto, o Conselho de Ética e Disciplina da Câmara de Vereadores abriu um processo de cassação contra o vereador.

O vereador, que é ex-PM, nega as acusações, se diz perseguido. Ele acusa os ex-funcionários de fazer um complô com denúncias falsas contra ele.

Na próxima terça-feira (12/4), o Conselho vai escolher quem será o relator do caso. Para ser cassado, serão necessários 34 votos dos 51 parlamentares em decisão do plenário da Casa.

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