
Romero Jucá desiste de concorrer a deputado federal por Roraima
Mministro Flávio Dino do STF suspendeu a condenação contra o ex-senador e afastou efeitos de inegibilidade havia três dias

Três dias após se tornar elegível novamente, o ex-senador Romero Jucá (MDB) desistiu de disputar as eleições de 2026. Ele concorreria à Câmara dos Deputados por Roraima, mas anunciou a desistência em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (18/8).
No domingo (15/8), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a condenação de Jucá e afastou os efeitos de inegibilidade. Ele havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas o Supremo entendeu que a Corte inferior não tinha competência para julgá-lo.

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Ver todasAo anunciar a desistência, Jucá disse que foi alvo de “mentiras e ações que afetam minha imagem pública” e a família dele.
“O maior exemplo disso, foi este julgamento absurdo e ilegal do Tribunal Federal Regional da 1ª Região. Um processo prescrito, do qual eu já havia sido absolvido e que foi analisado por um juiz substituto convocado numa Corte que não tinha competência para fazer tal análise. A decisão foi estranhíssima, me condenando. Ainda que frágil e absurda, a notícia estampou todos os sites, blogs e perfis de redes sociais”, escreveu o político.
“No entanto, esse ataque claro à minha pessoa e o tipo de disputa que se avizinha me fez refletir sobre o que realmente quero para o meu futuro. Gosto de fazer política, a boa política. Contudo, a disputa baixa e vil não cabe mais na minha vida”, complementou, anunciando que não disputará as eleições de 2026.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesJucá foi senador por Roraima durante 24 anos (1995 a 2019) – por três mandatos consecutivos, e é o presidente do MDB em Roraima. A silga ainda não confirmou se alguém concorrerá à Câmara no lugar dele.
Romero também foi ministro da Previdência no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005, e ministro do Planejamento de Michel Temer, em 2016.



