RJ: jovem é confundido com filho de traficante e preso no trabalho
Família e advogado dizem que a Polícia Civil prendeu a pessoa errada. Vinicius Matheus Barreto foi levado para presídio na Zona Norte do Rio

Rio de Janeiro – Dentro da empresa onde trabalha há dois anos, em Macaé, no Norte do Rio de Janeiro, o assistente de logística Vinicius Matheus Barreto Teixeira, de 21 anos, foi preso na última segunda-feira (04/10). O jovem foi confundido com um dos filhos do traficante Messias Gomes Teixeira, 42 anos, conhecido como “Feio”.
O filho do traficante é apontado pela Polícia Civil como responsável pelo transporte de armas e munições e pelo recolhimento do lucro da venda de drogas no Morro do Palácio, no Ingá, em Niterói. Messias está preso desde 2018 e é acusado de chefiar o tráfico no Morro do Urubu, em Pilares, Zona Norte do Rio, e de ser “arrendatário” do tráfico no Morro do Palácio. O caso foi revelado pelo jornal Extra nesta sexta-feira (08/10).
A família de Vinicius diz que a polícia errou ao identificá-lo como filho do traficante Messias. Os familiares e o advogado de Vinicius dizem que, na verdade, ele é filho de um homônimo do criminoso, chamado Messias Gomes Teixeira, de 46 anos, que é funcionário de transporte de equipamentos.
Família vai processar o estado
Vinicius nunca saiu de Macaé, onde mora e trabalha, de acordo com a família. Os pais tentam sem sucesso qualquer tipo de contato com jovem desde a madrugada de terça-feira (5/10). Ele está detido no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio. A defesa de rapaz protocolou um pedido de habeas corpus, ainda não analisado pela Justiça.
A família diz que vai processar o estado do Rio de Janeiro pela prisão injusta. “Por causa desse erro do Estado, não vejo meu filho desde segunda. Ninguém merece esse sofrimento. A gente luta tanto para zelar por um nome e, por causa do Estado, suja tudo”, afirmou o pai de Vinicius ao Extra.
Em comunicado, a polícia não comentou a possibilidade de ter prendido a pessoa errada. “Foi cumprido o mandado de prisão expedido pela Justiça por um fato ocorrido em 2017, quando a corporação estava subordinada à então Secretaria de Segurança”, afirmou a Polícia Civil.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não informou por que Vinicius nunca foi intimado no processo em que supostamente seria acusado.

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