Rio: bicheiro vai a júri popular por morte de rival durante o Carnaval
O ex-policial militar Wagner Dantas Alegre, que atuava como segurança do bicheiro Bernardo Bello, também será julgado em Tribunal do Júri
atualizado
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Um dos líderes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o contraventor Bernardo Bello (foto em destaque), e seu comparsa, o ex-policial militar Wagner Dantas Alegre, vão ser julgados no Tribunal do Júri pela morte do também bicheiro Alcebíades Paes Garcia, conhecido como “Bid”. Nessa quarta-feira (12/11), a Justiça do Rio rejeitou os pedidos das defesas de forma unânime e manteve o julgamento.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o assassinato de Bid ocorreu no contexto de disputa de territórios na zona sul do Rio, que eram utilizados como pontos de jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis.
De acordo com a denúncia, Bernardo Bello ordenou e coordenou as ações para o assassinato de Bid, e o ex-polical Wagner Alegre, que atuava como segurança de Bello, foi o autor dos disparos. Ambos estão foragidos da Justiça.

Assassinato de Bid
Alcebíades Paes Garcia, o Bid, foi morto na Barra da Tijuca em fevereiro de 2020, durante o Carnaval, quando voltava do desfile das escolas de samba na Marquês da Sapucaí. Segundo a denúncia do MPRJ, o crime contou com a participação de seguranças de Bid, que forneceram informações essenciais para a concretização do homicídio. Eles também foram denunciados.
Bid era irmão do contraventor Waldomiro Paes Garcia, conhecido como Maninho, um dos principais nomes do jogo do bicho à época no Rio, que morreu em 1999, e Bernardo foi casado com a filha de Waldomiro, Tamara Garcia.
Após a morte do Maninho, diversas disputas entre a família ocorreram pela herança do bicheiro.
